O incêndio florestal que atinge a floresta de Fontainebleau, nos arredores de Paris, mobiliza 850 bombeiros nesta terça-feira (14) e já consumiu cerca de 2.000 hectares de vegetação em uma das áreas naturais mais conhecidas da França.
As chamas começaram no domingo (12) e avançaram por uma região de acesso difícil, marcada por caminhos estreitos, trilhas e áreas frequentadas por turistas. Moradores e visitantes deixaram pontos próximos ao fogo, enquanto uma autoestrada da região sofreu interdição parcial durante a operação de combate.
O prefeito de Seine-et-Marne, Pierre Ory, afirmou que as condições climáticas melhoraram nas últimas horas e classificou esta terça como um “dia decisivo” para conter o incêndio. A meta das equipes é circunscrever as chamas e impedir que o fogo avance em direção a comunidades próximas.
Área histórica dificulta combate ao fogo
A floresta de Fontainebleau foi antiga reserva de caça real e integra o patrimônio natural e histórico francês. A área recebe milhões de visitantes por ano, reúne vilarejos, trilhas e formações rochosas conhecidas, além de funcionar como um dos principais espaços verdes próximos à capital francesa.
O combate mobiliza centenas de bombeiros em solo e conta com apoio aéreo, incluindo aeronaves Canadair usadas no lançamento de água sobre focos de incêndio. O trabalho, porém, é limitado pela configuração da floresta: a vegetação densa e os acessos estreitos reduzem a velocidade de deslocamento das equipes.
Novos focos detectados durante a operação aumentaram a preocupação das autoridades, que tentam impedir a retomada das chamas em áreas já atingidas. A prioridade é proteger as comunidades locais e evitar que o incêndio se aproxime de zonas residenciais.
Causas são investigadas em meio à onda de calor
As causas do incêndio ainda são investigadas. Autoridades francesas detiveram dois suspeitos, mas não divulgaram identidade nem motivação. O caso ocorre em um verão marcado por temperaturas elevadas na Europa, condição que aumenta o risco de propagação rápida do fogo em áreas florestais.
Antes do incêndio em Fontainebleau, a França já registrava 25 mil hectares queimados por incêndios florestais em 2026. No início de julho, outro fogo de grande proporção, em Landiras, no sudoeste do país, forçou a evacuação de 10 mil pessoas e consumiu 4.500 hectares.
Em Fontainebleau, o avanço do dia será determinante para medir se os bombeiros conseguem fechar o perímetro do incêndio. Com o fogo limitado, as equipes poderão concentrar esforços no rescaldo e na proteção das áreas habitadas no entorno da floresta.











