terça-feira, 14 de julho de 2026
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Economia

Bitcoin sobe a US$ 63,7 mil com deflação recorde nos EUA desde 2020

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A deflação de 0,4% em junho foi a maior queda mensal do CPI desde abril de 2020.
  • O índice anual de inflação ao consumidor desacelerou de 4,2% para 3,5% em 12 meses.
  • Na véspera, os ETFs de bitcoin tiveram saída recorde de US$ 424,7 milhões.
  • O Ibovespa também subiu, refletindo o alívio nos preços ao consumidor americano.

O bitcoin subiu para US$ 63.750 nesta terça-feira (14), impulsionado pela divulgação de que a inflação nos Estados Unidos registrou deflação de 0,4% em junho, a maior queda mensal desde abril de 2020.

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O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano recuou 0,4% no mês passado, revertendo a alta de 0,5% de maio, informou o Bureau of Labor Statistics (BLS). Em 12 meses, a taxa desacelerou de 4,2% para 3,5%.

O dado aliviou a pressão sobre ativos de risco, que na véspera haviam sido penalizados por saídas recordes de US$ 424,7 milhões dos ETFs de bitcoin, conforme dados do CoinGecko. A criptomoeda subia 1,8% nas últimas 24 horas.

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Deflação reverte pessimismo após fuga de ETFs

A queda de 0,4% no CPI mensal é a mais intensa desde o início da pandemia de Covid-19, quando a economia global paralisou. O número surpreendeu analistas e reverteu o sentimento negativo que dominava o mercado de criptomoedas. No dia anterior, o PIRANOT mostrou que o bitcoin havia recuado a US$ 62 mil com o fechamento do Estreito de Ormuz e o anúncio de novas tarifas por Donald Trump.

O impasse entre EUA e Irã, que pesou sobre as bolsas europeias na semana passada, segue como fator de risco para os preços do petróleo. Uma escalada no Oriente Médio poderia elevar o barril do Brent e reacender a inflação, mas, por ora, o alívio nos preços ao consumidor deu fôlego aos ativos digitais.

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Impacto no Brasil: Ibovespa sobe e juros futuros caem

A desaceleração da inflação americana também beneficiou os mercados brasileiros. O Ibovespa fechou em alta, puxado por ações de commodities como Petrobras (PETR4) e Vale, que se valorizaram com a expectativa de menor pressão sobre os juros globais. A curva de juros futuros recuou, refletindo a percepção de que o Federal Reserve pode adiar novos apertos monetários.

O dólar comercial caiu frente ao real, acompanhando o movimento global de enfraquecimento da moeda americana. O Banco Central do Brasil, que na semana passada elevou a projeção de inflação para 5,2%, também observa o cenário externo com atenção, já que a política monetária dos EUA influencia os fluxos de capital para países emergentes.

Próximos passos: Fed e geopolítica no radar

Apesar do alívio, analistas alertam que a deflação de junho pode ser pontual. A sustentabilidade do acordo de paz entre EUA e Irã permanece incerta, e uma retomada das tensões poderia pressionar o petróleo Brent, revertendo o quadro inflacionário. O Federal Reserve se reúne no final de julho, e o mercado aguarda sinais sobre a trajetória dos juros. A autoridade monetária não confirmou se a desaceleração da inflação alterará seu plano de voo.

Enquanto isso, o bitcoin tenta consolidar o patamar de US$ 63 mil, mas ainda enfrenta resistências técnicas. A continuidade da recuperação dependerá dos próximos dados econômicos e do desenrolar das negociações geopolíticas.


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