sexta-feira, julho 10
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Economia

Google e Amazon ampliam data centers e emissões de carbono disparam 18%

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Emissões da Amazon atingiram 81 milhões de toneladas de CO2 equivalente, com alta de 16% em 2025.
  • Desde 2019, as emissões do Google cresceram 82% e as da Amazon, 58%.
  • Amazon planeja captar US$ 25 bilhões em títulos para expandir infraestrutura de IA.
  • Big techs mantêm metas de zerar emissões líquidas até 2040 (Amazon) e usar energia limpa 24h até 2030 (Google).

O pipeline de data centers na América do Norte cresceu 4% entre maio e junho, impulsionado por Google e Amazon, ao mesmo tempo em que as emissões de carbono das duas gigantes de tecnologia dispararam em 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) por relatório de mercado e pelos balanços de sustentabilidade das empresas.

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A Amazon informou que suas emissões de gases de efeito estufa somaram 81 milhões de toneladas de CO2 equivalente no ano passado, alta de 16% em relação a 2024. A Alphabet, controladora do Google, reportou aumento de 18% no mesmo período. Ambas atribuíram o salto à construção de novos data centers e ao consumo energético de serviços de inteligência artificial.

A expansão da infraestrutura reflete a corrida bilionária por IA. Na segunda-feira (7), o PIRANOT revelou que a Amazon prepara uma emissão de US$ 25 bilhões em títulos para financiar data centers de IA. O Google também acelerou investimentos, com planos de ampliar sua capacidade de nuvem e de processamento para modelos como o Gemini.

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Emissões sobem e pressionam metas climáticas

O aumento das emissões coloca em xeque as promessas de descarbonização das big techs. A Amazon mantém a meta de zerar suas emissões líquidas até 2040, enquanto o Google prometeu operar com energia livre de carbono 24 horas por dia até 2030. Os novos dados, porém, mostram que a demanda por IA está empurrando as emissões na direção oposta.

Segundo o relatório de sustentabilidade da Alphabet, o consumo de eletricidade dos data centers cresceu 17% em 2025, puxado principalmente por cargas de trabalho de IA. A empresa afirmou que continua investindo em energia renovável e em eficiência de resfriamento, mas reconheceu que a expansão da infraestrutura dificulta o cumprimento das metas no curto prazo.

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Planos de expansão e financiamento

O crescimento de 4% no pipeline de data centers na América do Norte, apontado por dados de mercado, indica que a oferta de capacidade ainda está longe de atender à demanda. Google e Amazon não detalharam a capacidade total planejada em megawatts, mas os investimentos recentes sinalizam uma aceleração.

Além da emissão de títulos da Amazon, o Google negocia apoio financeiro do próprio caixa e de parceiros para viabilizar novos complexos. A empresa também racionou capacidade do Gemini para a Meta em junho, expondo o gargalo de infraestrutura.

As empresas não informaram quando os novos data centers entrarão em operação nem o impacto financeiro total dos projetos. A expectativa do mercado é que os investimentos em IA continuem pressionando os balanços e as metas ambientais nos próximos anos.


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