sexta-feira, julho 10
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Meio-ambiente

Enchentes na China libertam 900 cobras de criadouro; najas estão entre as fugitivas

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O tufão Maysak, que provocou as enchentes, já deixou ao menos 39 mortos, incluindo uma mulher picada por uma naja.
  • Vídeos mostram serpentes nadando em ruas alagadas de Hengzhou e moradores tentando capturá-las com varas e redes.
  • Equipes de emergência foram mobilizadas, mas até agora não há informações sobre quantas cobras foram recapturadas.

Cerca de 900 cobras, incluindo najas venenosas, escaparam de um criadouro em Hengzhou, no sul da China, depois que as enchentes provocadas pelo tufão Maysak destruíram parte da fazenda de criação nesta sexta-feira (10).

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Autoridades da região autônoma de Guangxi Zhuang emitiram alerta à população para que não tente capturar os répteis e reforçaram os estoques de soro antiofídico nos hospitais, segundo a imprensa estatal chinesa.

O tufão Maysak, que atingiu a região no início da semana, já havia deixado ao menos 15 mortos e provocado inundações e deslizamentos de terra, conforme noticiou o PIRANOT em 7 de julho. Agora, a imprensa estatal chinesa eleva o balanço para ao menos 39 mortes, incluindo uma mulher que teria sido picada por uma cobra, possivelmente uma naja. A informação foi repercutida por veículos internacionais, como a RTP e o Valor.

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Alerta e buscas em Hengzhou

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram serpentes nadando nas águas barrentas e moradores utilizando varas de bambu e redes para tentar capturá-las. As autoridades mobilizaram equipes de captura e orientaram os hospitais a se prepararem para um possível aumento de casos de picadas.

Até o momento, não há informações oficiais sobre quantas cobras foram recapturadas ou quantas permanecem soltas. A falta de dados sobre o andamento das buscas e sobre atendimentos médicos por picadas mantém a população em alerta. Equipes de emergência percorrem as ruas alagadas, mas o número de serpentes recapturadas não foi divulgado. A prefeitura local pediu que os moradores não se aproximem dos animais e acionem os serviços de resgate.

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Vulnerabilidade e criação de répteis

A província de Guangxi é um polo de criação de répteis para fins comerciais e medicinais tradicionais, mas a localização de criadouros em áreas de risco de inundação levanta questões sobre fiscalização. A região sul da China é historicamente vulnerável a tufões durante a temporada de chuvas, e o escape de animais peçonhentos em enchentes é um desafio recorrente de segurança pública.

As chuvas torrenciais começaram em 5 de julho e se intensificaram com a passagem do tufão Maysak, que causou transbordamento de reservatórios e inundou comunidades inteiras. Cerca de 55 mil pessoas foram afetadas apenas em Guangxi, com duas mortes confirmadas até o momento, segundo autoridades locais.

As equipes de emergência continuam as buscas pelas serpentes, enquanto a região se prepara para a possível chegada de um novo tufão, de acordo com alertas da agência meteorológica chinesa. A população foi orientada a manter distância dos animais e acionar as autoridades em caso de avistamento.


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