quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Meio-ambiente

Câmara acelera revogação de decreto que ampliou unidade de conservação no Pantanal

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Deputada Coronel Fernanda (PL-MT) protocolou requerimentos em 8 de julho para sustar o decreto presidencial de março de 2026.
  • A bancada ruralista apoia a revogação, alegando que a ampliação inviabiliza áreas produtivas e fere o direito de propriedade.
  • O Palácio do Planalto e o Ministério do Meio Ambiente não divulgaram a extensão exata da área que perderá proteção.
  • A tramitação foi acelerada em sessão da Câmara nesta terça-feira (14), sem que o número dos PDLs fosse informado.

A Câmara dos Deputados acelerou nesta terça-feira (14) a tramitação de projetos de decreto legislativo (PDLs) que buscam sustar o decreto presidencial de ampliação de unidades de conservação no Pantanal, editado em março de 2026. A ofensiva é liderada pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que protocolou requerimentos contra a medida em 8 de julho (íntegra).

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A articulação ganhou força com o apoio da bancada ruralista, majoritária na Casa, e coloca em rota de colisão a agenda ambiental do Executivo e os interesses do agronegócio. O Palácio do Planalto e o Ministério do Meio Ambiente não divulgaram, até o momento, a extensão exata em hectares da área que deixará de ser protegida caso o Congresso aprove a revogação. A ausência do dado dificulta a mensuração do impacto ambiental da manobra legislativa.

A aceleração foi confirmada em sessão da Câmara (detalhes). O número exato do PDL pautado não foi informado pela Mesa Diretora, e o texto final dos projetos ainda não foi divulgado.

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Ampliação sob protestos

O decreto presidencial foi assinado no início de 2026, sob críticas de sindicatos rurais e parlamentares do Centro-Oeste. A norma ampliou unidades de conservação em Mato Grosso, estado que concentra a maior parte do Pantanal brasileiro e onde a atividade agropecuária é a principal força econômica. Proprietários rurais alegam que a medida inviabiliza áreas produtivas e fere o direito de propriedade.

A tramitação acelerada ocorre uma semana depois de a Câmara aprovar um incentivo permanente à reciclagem, evidenciando a complexidade da agenda ambiental no Congresso. Enquanto avançava em uma pauta de sustentabilidade, a Casa agora se mobiliza para reverter uma política de conservação.

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Organizações ambientalistas alertam para o risco de retrocesso na proteção do bioma, que já sofre com desmatamento e queimadas recordes. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão das unidades, não se manifestou sobre a ofensiva legislativa.

Próximos passos e lacunas

Ainda não há data definida para a votação dos PDLs nas comissões de mérito. O rito regimental prevê a designação de um relator e a posterior inclusão na pauta do plenário. A expectativa é de que o governo tente negociar com a base aliada para evitar a derrota, mas o cenário é desfavorável diante da força da bancada ruralista.

Enquanto o impasse persiste, a indefinição sobre a área exata que pode perder proteção mantém produtores rurais e ambientalistas em alerta. A ausência de informações oficiais sobre os hectares envolvidos impede uma avaliação precisa do impacto da revogação.


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