Piracicaba segue como uma das cidades mais afetadas pela febre maculosa no Estado de São Paulo e concentra o maior número de casos registrados da doença, mantendo autoridades de saúde em estado de alerta. O município é considerado uma área de alto risco devido à grande presença de capivaras às margens do Rio Piracicaba, animais que servem como hospedeiros do carrapato-estrela, principal transmissor da bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da doença.
Os municípios que mais apresentaram óbitos pela doença foram: Piracicaba (3), Sorocaba (3), seguidos por Campinas, São José dos Campos e Santo André.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o período de maior incidência da febre maculosa ocorre entre os meses de junho e novembro. Em Piracicaba, no entanto, o risco permanece elevado durante todo o ano, principalmente em áreas próximas ao Rio Piracicaba, parques, trilhas e locais com vegetação alta, onde há circulação de capivaras e carrapatos.
A doença é grave e pode levar à morte se o tratamento não for iniciado rapidamente. Os primeiros sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo, mal-estar, náuseas e manchas avermelhadas na pele, que costumam surgir alguns dias após o início da febre. Especialistas alertam que, diante desses sintomas após contato com áreas de risco, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente e informar sobre a possível exposição ao carrapato.
Entre as principais medidas de prevenção estão o uso de calças compridas, botas e roupas claras durante caminhadas em áreas de vegetação, além da inspeção do corpo após o passeio para remover rapidamente eventuais carrapatos. Também é recomendado evitar sentar diretamente na grama e permanecer em locais conhecidos pela presença desses parasitas.
As autoridades de saúde destacam que a informação e a prevenção continuam sendo as principais armas para reduzir o número de casos e evitar novas mortes causadas pela febre maculosa em Piracicaba e região.












