quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Economia

Canadá anuncia R$ 500 milhões no Brasil e mira acordo até 2026

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Os recursos serão operados pela FinDev Canada, instituição bilateral de financiamento ao desenvolvimento.
  • Um dos projetos prevê substituir combustíveis fósseis de aviação por alternativas sustentáveis.
  • A negociação do acordo de livre-comércio com o Mercosul foi retomada em 2025 após anos de impasse.
  • Cinco capítulos do tratado avançaram para a fase de conclusão em rodada técnica realizada em Toronto.
  • A assinatura do acordo, prevista para este ano, ainda dependerá de ratificação legislativa nos países do bloco.

A chanceler canadense Anita Anand anunciou nesta terça-feira (14), em São Paulo, R$ 500 milhões para projetos no Brasil e defendeu fechar o acordo Mercosul-Canadá até o fim de 2026.

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O dinheiro será operado pela FinDev Canada, instituição bilateral de financiamento ao desenvolvimento do governo canadense, e mira projetos de infraestrutura sustentável no país. O anúncio ocorreu em encontro oficial na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, em agenda acompanhada pelo noticiário econômico.

A promessa importa porque combina capital estrangeiro com uma negociação comercial que pode alterar regras de exportação e investimento entre Canadá e Mercosul. O Brasil coordena, pelo Itamaraty, a frente diplomática do bloco na conversa com Ottawa.

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Anand também projetou a assinatura do acordo de livre-comércio ainda neste ano, conforme registrado por cobertura sobre a agenda bilateral. O tratado, porém, não está fechado: após eventual assinatura, ainda precisará de ratificação legislativa nos países do Mercosul.

Negociação retomada em 2025 avança com cifra de US$ 4 trilhões

As negociações comerciais entre Mercosul e Canadá foram retomadas formalmente em 2025, depois de anos de paralisação. A retomada foi impulsionada por mudanças nas políticas tarifárias globais da América do Norte, segundo o histórico da negociação informado na apuração.

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Em maio de 2026, uma rodada técnica em Toronto avançou em cinco capítulos do acordo. O encontro desta terça-feira em São Paulo, na Fiesp, acrescentou o anúncio de R$ 500 milhões em investimentos e a meta política de concluir a negociação até o fim de 2026.

O acordo em discussão reúne economias com Produto Interno Bruto combinado estimado em US$ 4 trilhões. Para o Brasil, a negociação tem dois eixos: diversificar mercados de exportação agrícola e atrair financiamento para infraestrutura verde.

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A ofensiva canadense ocorre em um momento de disputa por capital e regras comerciais na América do Norte. O PIRANOT já mostrou, na cobertura internacional, como decisões externas também afetam expectativas econômicas, como na posse de Warsh no Federal Reserve.

O ponto ainda sem detalhamento público está nos projetos que receberão os R$ 500 milhões. A FinDev Canada foi indicada como financiadora, mas não foram divulgados o cronograma de liberação das verbas nem a especificação técnica dos projetos de aviação sustentável.

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Próximos passos dependem de assinatura e ratificação

O próximo marco político é a tentativa de concluir o acordo Mercosul-Canadá até o fim de 2026. Antes disso, negociadores ainda precisam fechar os capítulos pendentes e transformar o avanço técnico em texto final para assinatura.

Há risco de atraso no cronograma por impasses ligados ao setor agrícola canadense. Do lado brasileiro, o Itamaraty permanece como coordenador diplomático das negociações, enquanto o país tenta preservar espaço para exportações agrícolas e investimentos em infraestrutura verde.

Mesmo assinado, o tratado não produzirá efeitos plenos de forma automática. A etapa seguinte será a ratificação legislativa em todos os países membros do Mercosul, condição necessária para a entrada em vigor do acordo comercial.

Também falta a publicação de informações sobre setores, estados e empresas beneficiados pelo investimento canadense. Sem esse detalhamento, o anúncio de R$ 500 milhões define a escala da aposta, mas ainda não permite medir a distribuição dos projetos no Brasil.

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