O técnico Carlo Ancelotti confirmou a escalação do Brasil para o duelo decisivo contra a Escócia, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo. A grande novidade é Rayan: aos 19 anos, o atacante assume a vaga de Raphinha, cortado por lesão muscular na coxa, e faz sua estreia como titular no Mundial.
Neymar, recuperado de contusão na panturrilha, começa no banco de reservas. O camisa 10 havia sido relacionado por Ancelotti nos dias anteriores, mas o treinador optou por preservar o meia-atacante e utilizá-lo como opção no decorrer da partida.
A Seleção Brasileira entra em campo com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vinícius Júnior. A bola rola a partir das 19h (de Brasília) no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos.
A escolha de Rayan carrega peso simbólico. Convocado pela primeira vez em 2026, o jovem atacante vive ascensão meteórica na Seleção após temporada sólida pelo Bournemouth, na Inglaterra. Há quatro anos, em 2022, ele distribuía santinhos em campanha política — agora, é titular da Seleção em uma Copa do Mundo.
A partida contra a Escócia é decisiva para o Brasil na fase de grupos. Para terminar como líder da chave, a Seleção precisa vencer e torcer para que o Marrocos, que enfrenta o Haiti no mesmo horário, tropece. A classificação no primeiro lugar pode definir um caminho mais favorável nas oitavas de final.
A decisão de Ancelotti por poupar Neymar no início também reflete o histórico recente do jogador, que acumulou lesões ao longo da carreira e teve a preparação para a Copa marcada por cuidados físicos. O treinador vinha sinalizando desde as semanas anteriores que o retorno do camisa 10 seria faseado, e a escalação contra a Escócia confirma essa estratégia de gestão de carga.
Com Rayan em campo desde o apito inicial, o Brasil ganha velocidade e mobilidade pelo lado direito do ataque. A ausência de Raphinha, destaque nas primeiras rodadas, força o time a reinventar o setor ofensivo em um momento de alta pressão — e coloca nas mãos de um adolescente de 19 anos a responsabilidade de comandar o ataque em jogo que pode definir o futuro da Seleção no torneio.











