quarta-feira, junho 24
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Política

STM rejeita por unanimidade recurso de Bolsonaro e mantém relator no caso de patente

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Por unanimidade, o STM manteve a relatora Joseli Parente no caso de perda de patente, afastando o pedido de suspeição.
  • De março, a defesa já pediu o afastamento com o mesmo argumento, e a corte repetiu o indeferimento anterior.
  • O colegiado tratou apenas da suspeição e não analisou ainda a decisão final sobre a perda da patente militar.
  • A decisão não mudou o mérito do processo, e o caso segue para a fase em que o tribunal marcará julgamento de fundo.

Por unanimidade, o Superior Tribunal Militar (STM) rejeitou, nesta quarta-feira (24/6), o recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que tentava afastar o ministro tenente-brigadeiro do ar Francisco Joseli Parente Camelo da relatoria do processo que pode custar sua patente militar. A Corte manteve o relator e encerrou o incidente de suspeição, sem que o mérito do caso fosse julgado.

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A defesa sustentou que declarações públicas do ministro, feitas em 2023, indicariam possível parcialidade e justificariam o afastamento. O pedido de suspeição já havia sido negado de forma monocrática pela presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha. Diante do recurso da defesa, o tema foi levado ao plenário, onde todos os ministros acompanharam o entendimento da presidente e rejeitaram o pedido sem divergência.

A decisão é estritamente processual. O STM não julgou nesta sessão se Bolsonaro perde ou não a patente de capitão reformado — apenas eliminou o obstáculo jurídico que a defesa tentava criar para trocar o relator. Com o voto unânime, o processo segue sob a relatoria de Camelo, que agora deverá conduzir a análise de mérito sobre a manutenção ou a perda da patente.

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O processo militar decorre de condenações criminais que podem fundamentar a declaração de indignidade para o oficialato. Se acolhida pelo STM, a medida resultaria na perda definitiva da patente de Bolsonaro, concedida durante sua carreira no Exército. O tribunal ainda não publicou data para o julgamento de mérito, que depende de pauta e calendário internos.

A derrota no STM acrescenta mais uma frente adversa ao quadro jurídico do ex-presidente, que enfrenta ações em múltiplas instâncias. No Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República já manifestou oposição à revisão criminal pretendida pela defesa de Bolsonaro, pedindo a manutenção da pena imposta em processo distinto.

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