A Zilor Energia e Alimentos encerrou a safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 364,4 milhões nas operações continuadas, revertendo o prejuízo de R$ 22,7 milhões registrado no ciclo anterior. O resultado consolida a recuperação da companhia — maior acionista da Copersucar — num ano marcado por quebras de safra no setor sucroenergético.
No ciclo encerrado em 31 de março de 2026, a empresa processou 12,7 milhões de toneladas de cana e alcançou receita líquida acumulada de R$ 3,609 bilhões, alta de 10,1%. O Ebitda ajustado acumulado somou R$ 1,3 bilhão, com crescimento de 23,3%, e o Ebit ajustado atingiu R$ 540,9 milhões, avanço de 32%.
O desempenho foi impulsionado em parte pela Usina Salto Botelho, adquirida no fim da temporada anterior. Segundo o CEO André Inserra, os canaviais da planta tiveram desempenho melhor que o esperado, e a moagem do polo de Quatá ajudou a compensar o impacto de geadas sobre as lavouras do polo de Lençóis Paulista.
4º trimestre traz pressão sobre a receita
Apesar do resultado anual positivo, o último trimestre do ciclo sinaliza tensão. A receita líquida recuou 3,8% no período, para R$ 869,2 milhões, e a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 43,2 milhões — ainda assim menor que os R$ 171,9 milhões perdidos no mesmo intervalo da safra anterior. O Ebitda ajustado do trimestre subiu 19,2%, para R$ 111,5 milhões, indicando que a operação manteve eficiência mesmo com a queda de receita.
Mix de produtos sustenta margem
O resultado da safra também refletiu mudanças no mix de comercialização. O açúcar teve preço médio de R$ 1.894 por tonelada, e o etanol hidratado em São Paulo registrou alta de 8,2%, para R$ 2,78 por litro. A receita de etanol cresceu 22,3% ao longo do ciclo, puxada pela combinação de maior volume e preços mais altos.
A Zilor atua em Minas Gerais, São Paulo e Goiás e é uma das maiores empresas integradas de cana-de-açúcar e etanol do país. A recuperação do lucro no ciclo completo contrasta com a pressão observada no último trimestre e coloca o próximo ciclo como termômetro para medir se a melhora de margem se sustenta diante de condições climáticas e de preço ainda incertas.








