quarta-feira, junho 24
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Economia

Defesa de primo de Vorcaro contesta PF com laudo e pede revogação de prisão no STF

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Em 24 de junho de 2026, o pedido de revisão veio com laudo técnico anexado por Alberto Zacharias Toron para provar erro de identificação.
  • O documento indica que o carrinho usado na suposta fuga da Operação Compliance Zero seria conduzido por Henrique Cançado Vorcaro.
  • A PF insiste que houve evasão em carrinho de golfe e que esse trecho integra o risco que justificou a prisão cautelar.
  • O Supremo analisa se a prova de identificação derruba o fundamento de fuga, sem discutir ainda o mérito do esquema do Banco Master.
  • Em 16 de junho, a Segunda Turma manteve a preventiva de Felipe e Henrique com dois votos e não houve revisão imediata.

A defesa de Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um laudo técnico que contradiz a versão da Polícia Federal sobre uma suposta fuga em carrinho de golfe durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro em Trancoso, no sul da Bahia.

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O parecer, elaborado por peritos especializados em comparação morfológica facial, conclui que os traços da pessoa registrada nas câmeras de segurança do condomínio Terravista são incompatíveis com os de Felipe. Segundo a defesa, quem aparece nas imagens deixando o condomínio de luxo não é o investigado, mas seu sogro, Henrique Cançado Vorcaro, e outro hóspede — o que configuraria erro de identificação da PF, não evasão probatória.

A suposta fuga foi um dos elementos usados pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, para decretar a prisão preventiva do empresário. Com a contratação do criminalista Alberto Zacharias Toron, um dos advogados mais renomados do país, a defesa protocolou pedido de reconsideração da custódia. A entrada de Toron ocorreu após a Segunda Turma do STF manter, por dois votos a um, as prisões preventivas de Felipe e de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro.

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A chegada de Toron marca mais uma mudança na equipe jurídica do primo do ex-banqueiro. Com ele, deixou o caso o escritório do desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais Sergio Antônio de Resende.

Prisão mantida em junho

Em 16 de junho, a Segunda Turma do STF confirmou a custódia cautelar de Felipe e de Henrique Vorcaro. O ministro Gilmar Mendes divergiu e votou pela conversão da prisão de Henrique em domiciliar e pela soltura de Felipe, mas foi vencido. A maioria entendeu que a liberdade dos investigados representaria risco à ordem pública e à instrução criminal.

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A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraude no Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro. A operação já resultou em prisões e medidas cautelares contra o ex-banqueiro, seu pai e seu primo, com desdobramentos que incluem tentativas de delação premiada recusadas pela PF e análises da Procuradoria-Geral da República sobre o acervo probatório.

Como informou o PIRANOT em 14 de junho, Mendonça consultou a PGR sobre pedido da PF para desfazer a transferência de Daniel Vorcaro que havia sido feita para facilitar uma negociação de colaboração. A segunda proposta de delação foi recusada pela PF em 10 de junho.

Decisão nas mãos de Mendonça

O pedido de Toron aguarda análise de André Mendonça. Caberá ao relator avaliar se o laudo técnico é suficiente para afastar a acusação de fuga e, em consequência, rever a prisão preventiva de Felipe. O Ministério Público Federal ainda não se manifestou sobre o parecer da defesa.

Se acolhido, o laudo pode reabrir o debate sobre a necessidade da custódia cautelar — sem afetar o mérito da investigação financeira que sustenta o caso do Banco Master, mas com impacto direto sobre o regime e a duração da prisão de Felipe Cançado Vorcaro.


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