quarta-feira, junho 24
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Copa do Mundo 2026

Bellingham cobre a boca, escapa da expulsão e acende polêmica sobre Lei Vini Jr. na Copa

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Na discussão de boca coberta, Bellingham ficou apenas com amarelo e a Inglaterra seguiu sem desorganizar o jogo.
  • No duelo do Paraguai, gesto parecido terminou em vermelho e alterou por completo a leitura tática da equipe.
  • A divergência reacende a dúvida se o protocolo da FIFA para boca coberta tem regras claras e iguais para todos.
  • Com a expulsão, o Paraguai perdeu eixo de marcação, aumentou desgaste físico e entrou mais exposto na disputa.

O meia Jude Bellingham cobriu a boca com a mão para falar com adversários durante o empate da Inglaterra com Gana em 0 a 0, nesta terça-feira (23), em Boston, pela segunda rodada do grupo L da Copa do Mundo de 2026. O gesto — que deveria acionar automaticamente o protocolo da FIFA conhecido como Lei Vini Jr. — não resultou em cartão vermelho. Três dias antes, o paraguaio Miguel Almirón havia sido expulso pelo mesmo motivo, contra a Turquia.

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A diferença de tratamento revoltou as seleções prejudicadas. O técnico de Gana, Carlos Queiroz, acusou Bellingham de proferir insultos obscenos durante a partida e relatou que o jogador do Real Madrid se envolveu em discussão acalorada com atletas e comissão técnica ganenses no intervalo, após empurrar o zagueiro Jerome Opoku no primeiro tempo. “Em momentos de grande tensão emocional, essas coisas são normais. Bellingham xingou e isso aumentou a tensão, mas depois nos acalmamos. Futebol não é dançar em um salão de baile de smoking”, minimizou o treinador português de 73 anos.

Além do lance em que tapou a boca para falar com um adversário dentro da área, Bellingham apareceu em outro momento conversando com o ganês Jordan Ayew com a mão sobre a boca. Em nenhum dos casos o árbitro aplicou a punição prevista pelo protocolo.

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O que é a Lei Vini Jr.

A regra, batizada em referência ao atacante Vinicius Junior — alvo recorrente de abusos racistas em estádios europeus —, determina que jogadores que cobrirem a boca para falar com adversários ou com a arbitragem sejam punidos. O objetivo é coibir insultos verbais dissimulados pela leitura labial impossível. A diretriz foi adotada pela FIFA para o Mundial de 2026 como instrumento de combate à discriminação e à conduta antidesportiva.

Por que Bellingham não foi expulso

A FIFA esclareceu que a decisão entre advertência e expulsão depende da leitura do árbitro sobre o contexto do lance e a intenção do jogador. No caso de Bellingham, a arbitragem entendeu que não houve insulto racial ou discriminatório comprovado no momento da discussão — o que manteve o meia em campo.

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Já a expulsão de Almirón, no sábado (20), ocorreu porque o árbitro identificou provocações diretas ao adversário durante confusão entre os jogadores de Paraguai e Turquia no Levi’s Stadium, na Califórnia. O paraguaio foi o primeiro jogador punido pela nova regra em uma Copa do Mundo.

O contraste expõe a fragilidade do critério: o mesmo gesto gerou punições opostas em partidas da mesma fase de grupos. A diferença é esportivamente decisiva — com a expulsão, o time joga em desvantagem numérica, perde estrutura tática e tem a campanha comprometida; sem o cartão, a equipe mantém a organização e o planejamento de jogo intacto.

A FIFA ainda não publicou uma orientação unificada com critérios objetivos para a aplicação do protocolo em toda a Copa. Até que isso ocorra, cada partida segue sob a interpretação particular do árbitro de turno — e o risco de novas polêmicas permanece aberto nos próximos jogos da fase de grupos.


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