Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, marcou dois gols nesta terça-feira (23) e foi o personagem principal da goleada de Portugal por 5 a 0 sobre o Uzbequistão, pelo Grupo K da Copa do Mundo de 2026. Logo depois do apito final, o atacante foi direto sobre os questionamentos que acumulou nas semanas anteriores: “Parecia que eu já estava aposentado do futebol, mas aguentei.”
A declaração resume o arco emocional da Copa para Ronaldo até aqui. Depois de uma estreia apagada de Portugal no torneio, parte da imprensa e da torcida passou a questionar se o camisa 7 ainda reunia condições de ser protagonista em um Mundial. A resposta veio em campo, em forma de gols: dois, certeiros, numa vitória elástica que recoloca a seleção portuguesa com confiança na fase de grupos.
Portugal domina o Grupo K e Ronaldo encerra o debate
O 5 a 0 sobre o Uzbequistão coloca Portugal em situação confortável no Grupo K da Copa 2026. Ronaldo participou diretamente do placar em duas oportunidades e mobilizou a seleção nos momentos em que o adversário tentou reagir. É exatamente o tipo de resultado que a campanha portuguesa precisava para silenciar dúvidas — e, em especial, as que pesavam sobre o seu capitão.
A partida também marcou a entrada de Ronaldo no livro de recordes da Copa do Mundo: o atacante ultrapassou Lionel Messi em uma das marcas históricas do torneio, conforme informações divulgadas após o apito final. A combinação de gols decisivos e feito histórico num único jogo reforça a tese de que o atacante está longe de cumprir papel decorativo na seleção portuguesa.
Sexta Copa e ainda protagonista
Nascido em 5 de fevereiro de 1985, Ronaldo chegou à Copa de 2026 como um dos atletas de linha mais velhos a atuar em Mundiais na era moderna. Esta é sua sexta participação no torneio — marca que, por si só, o coloca em companhia raríssima na história do futebol. A pergunta que o rodeava na véspera — se ainda fazia sentido tê-lo como peça central de Portugal — foi respondida com a atuação mais consistente da campanha portuguesa até agora.
Portugal entra na próxima rodada do Grupo K com moral reforçada e Ronaldo na pele de quem não precisou dizer nada além do que fez em campo. Aos 41, ainda é ele quem decide.











