sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Meio-ambiente

Canadá tem 209 incêndios fora de controle e fumaça tóxica atinge cidades dos EUA

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O país contabiliza 893 focos ativos, com 2,8 milhões de hectares já consumidos pelo fogo.
  • Chicago registrou o ar mais poluído do mundo nesta sexta, com índices perigosos para a saúde.
  • Autoridades americanas recomendam uso de máscaras N95 e que a população evite sair de casa.
  • A província de Ontário pediu auxílio federal e Thunder Bay iniciou evacuação de moradores.

O Canadá contabiliza 209 incêndios florestais fora de controle nesta sexta-feira (17), de um total de 893 focos ativos, e a fumaça gerada pelas chamas se espalha por grandes cidades dos Estados Unidos, derrubando a qualidade do ar a níveis perigosos. Chicago, Detroit, Washington D.C. e Nova York aparecem entre as metrópoles com o ar mais poluído do planeta, segundo o monitoramento global da IQAir.

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Milhões de pessoas estão sob alertas de saúde pública, com restrições à atividade ao ar livre e recomendação de uso de máscaras para grupos sensíveis. A crise é consequência direta de uma temporada de incêndios que acelerou em julho e já queimou 2,8 milhões de hectares no país, de acordo com o Centro Interagências Canadense de Incêndios Florestais (CIFFC).

O transporte da fumaça para o sul é impulsionado por ventos que carregam material particulado fino, capaz de penetrar nos pulmões e agravar doenças cardíacas e respiratórias. Em Ontário, a província mais atingida, o governo solicitou auxílio federal na quinta-feira (16) diante do avanço rápido dos focos, e a cidade de Thunder Bay iniciou evacuação de moradores.

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Temporada acelera e repete padrão de anos anteriores

Embora o total de área queimada e de focos ativos ainda esteja abaixo dos recordes de 2023 e 2025, a escalada em julho preocupa as autoridades. O CIFFC classifica 209 dos 893 incêndios como “fora de controle”, indicando que as equipes de combate não conseguem conter o avanço das chamas. A província de Ontário concentra quase 200 focos, muitos deles de grandes proporções.

A fumaça atravessa a fronteira e atinge o Meio-Oeste e o Nordeste dos EUA, repetindo um cenário que se tornou recorrente nos verões do Hemisfério Norte. Em Chicago, o índice de qualidade do ar chegou a níveis “insalubres” para toda a população, e Detroit e Washington D.C. também registraram piora significativa. Nova York aparecia na quarta posição entre as cidades com pior qualidade do ar do mundo na manhã desta sexta.

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O fenômeno não é isolado. O PIRANOT mostrou que a França já perdeu 25 mil hectares para o fogo neste mês, e a Espanha contabilizou 12 mortos em um único incêndio no sul do país. A Califórnia, por sua vez, enfrenta uma temporada acima da média, com dezenas de focos ativos.

Alerta de saúde e incerteza sobre a final da Copa

As agências de saúde americanas emitiram alertas que vão de Minnesota à Costa Leste, recomendando que crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias evitem esforço ao ar livre. Em algumas regiões, escolas suspenderam atividades externas e postos de saúde se preparam para aumento de atendimentos por crises de asma e bronquite.

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A crise coincide com a realização da final da Copa do Mundo de 2026, marcada para o domingo (19) em Nova York. Até o momento, a organização do torneio não divulgou plano de contingência para a qualidade do ar, e a previsão meteorológica para dispersão da fumaça nos próximos dias ainda não foi atualizada pelas autoridades canadenses e americanas. A prefeitura de Nova York informou que monitora a situação, mas não há comunicado oficial sobre possíveis alterações na programação.

O governo do Canadá, por meio do CIFFC, atualiza os números de focos ativos diariamente, mas a rápida evolução das chamas faz com que os boletins apresentem divergências ao longo do dia. A orientação é que a população acompanhe os alertas locais e evite exposição desnecessária à fumaça enquanto as equipes de combate trabalham para conter os focos mais críticos.

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