sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Política

Sob gritos de ‘fica, fica’, governador do Rio chora ao lado de Lula na Fiocruz

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Desembargador do TJ-RJ, Ricardo Couto assumiu o governo interinamente em meio à crise fiscal do estado.
  • O plano de cortes anunciado por Couto prevê reduzir o número de secretarias de 35 para 23.
  • A dívida do Rio com a União, de mais de R$ 210 bilhões, será renegociada pelo programa Propag.
  • O ajuste de R$ 5 bilhões em despesas equivale a 138% do orçamento anual de Piracicaba.

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, chorou ao lado do presidente Lula em solenidade na Fiocruz nesta sexta-feira (17), sob gritos de ‘fica, fica’ da plateia.

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Couto se emocionou ao citar a adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e o que classificou como ‘carinho’ do governo federal com o Rio de Janeiro. ‘Assim como no Judiciário, é importante a sensibilidade social de quem atua no Executivo para as pessoas que precisam’, afirmou o governador em exercício, antes de chorar.

Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Couto assumiu o governo interinamente diante da crise fiscal do estado. Em 9 de julho, ele anunciou um plano de corte de R$ 5 bilhões em despesas e estimou ter mais 60 dias no cargo.

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O plano prevê a redução do número de secretarias estaduais de 35 para 23. Os R$ 5 bilhões em cortes equivalem a 138% de todo o orçamento municipal de Piracicaba para 2026, estimado em R$ 3,62 bilhões.

Plano de corte de R$ 5 bilhões

O anúncio de 9 de julho, feito em entrevista ao jornal O Globo, ocorreu dias antes da solenidade na Fiocruz. Couto, que é desembargador, assumiu o Palácio Guanabara de forma interina e tem conduzido uma reforma administrativa com foco na redução de despesas.

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A crise fiscal do Rio de Janeiro é um dos principais desafios do estado. A dívida estadual motivou a adesão ao Propag, programa federal que permite o alongamento do pagamento de débitos com a União.

Adesão ao Propag

Durante o evento na Fiocruz, Couto afirmou que o governo federal tem tratado o Rio com ‘carinho’ ao viabilizar a adesão ao Propag. O programa, coordenado pelo Ministério da Fazenda, estabelece condições para que estados endividados renegociem seus débitos.

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As condições financeiras específicas da adesão do Rio ao Propag, no entanto, não foram detalhadas publicamente. O governo estadual não divulgou os valores envolvidos, os prazos de pagamento ou o impacto fiscal de longo prazo da renegociação.

Reação e cenário político

O choro de Couto foi acompanhado por gritos de ‘fica, fica’ da plateia, em referência à possibilidade de sua permanência no cargo. O governador Cláudio Castro (PL) está afastado desde dezembro de 2025 por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito de investigações sobre corrupção.

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A situação de Castro permanece indefinida, e não há prazo para julgamento definitivo. Couto, como desembargador, ocupa o cargo de forma temporária, e a Constituição estadual prevê novas eleições em caso de vacância definitiva — cenário que ainda não se configura.

A adesão ao Propag depende de trâmites burocráticos federais ainda não concluídos. O governo do Rio não informou se há cronograma para a assinatura formal do acordo.

O debate sobre a relação fiscal entre União e estados ganhou novos contornos em 2026. O Congresso Nacional avalia a derrubada de veto do presidente Lula a um projeto que trata de repasses a municípios em dívida com a Previdência, conforme mostrou o PIRANOT.


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