sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Economia

Google e Ministério da Justiça criam selo de verificação para anúncios financeiros

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O acordo foi assinado nesta quinta-feira (16) com as secretarias nacionais do Consumidor e de Direitos Digitais.
  • Anunciantes precisarão comprovar identidade e autorização de órgãos como Banco Central, CVM e Susep.
  • A exigência do selo se aplica a bancos, corretoras e seguradoras que anunciam na plataforma.
  • A medida é uma resposta ao aumento de golpes com links patrocinados que clonam sites de instituições financeiras.
  • Ainda não há prazo definido para a implementação do selo de verificação.

O Google e o Ministério da Justiça e Segurança Pública assinaram um acordo de cooperação nesta quinta-feira (16) para criar um selo de verificação de anunciantes de produtos financeiros. A iniciativa busca conter a disseminação de golpes por meio de anúncios falsos que clonam páginas de bancos e oferecem crédito inexistente, mas ainda não há prazo definido para a implementação.

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O acordo, firmado em Brasília, envolve as secretarias nacionais do Consumidor (Senacon) e de Direitos Digitais (Sedigi). A partir da vigência, anunciantes de serviços financeiros — como bancos, corretoras e seguradoras — precisarão comprovar identidade e autorização dos órgãos reguladores Banco Central, CVM e Susep para exibir o selo.

A medida ocorre após anos de crescimento de fraudes digitais. Em maio, o decreto de regulamentação do Marco Civil da Internet aumentou a pressão sobre plataformas para coibir conteúdos ilegais. O Google já havia sinalizado investimentos em sistemas de verificação durante o IO 2026, quando se posicionou como competidor em design de IA.

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Fraudes com anúncios falsos motivaram medida

O Brasil registrou um aumento expressivo de golpes financeiros aplicados por meio de links patrocinados que imitam sites de instituições financeiras. Os criminosos utilizam anúncios no Google para atrair vítimas com promessas de crédito fácil, levando ao roubo de dados e dinheiro.

A regulamentação do Marco Civil da Internet, publicada em maio, estabeleceu deveres de diligência para plataformas digitais, acelerando a negociação do acordo. O Google afirmou que o selo será um passo adicional para proteger os usuários.

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Prazo de transição e custos ainda não foram divulgados

O Ministério da Justiça não informou a data de início da exigência nem o período de transição para os anunciantes se adequarem. Também não foram detalhados os custos operacionais para a obtenção do selo, o que pode gerar questionamentos de pequenas empresas.

Especialistas em defesa do consumidor alertam para o risco de burlas temporárias no sistema de verificação, caso documentos falsos sejam apresentados antes da consolidação de um cadastro integrado entre os órgãos reguladores. O acordo prevê que a verificação será feita de forma automatizada, mas os detalhes técnicos ainda dependem de publicação oficial.

O Google e o governo afirmaram que o selo não eliminará todos os golpes, mas reduzirá a porta de entrada das fraudes. A implementação efetiva depende da publicação das regras operacionais, prevista para os próximos meses.


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