sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Economia

ApexBrasil amplia isenções, mas tarifa dos EUA ainda atinge US$ 7,2 bi

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A lista definitiva incluiu 84 produtos a mais que a provisória de junho, elevando as isenções para 699 itens.
  • As exportações isentas somam US$ 22,8 bilhões, ou 60,5% do total vendido ao país em 2025.
  • Madeira e couro estão entre os 106 produtos que ainda podem ser taxados em 12,5%.
  • A tarifa de 25% foi recomendada pelo USTR com base em supostas falhas regulatórias e trabalhistas.

A ApexBrasil informou nesta sexta-feira (17) que 84 produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos saíram da lista sujeita à tarifa de 25%. A correção reduz de US$ 9,36 bilhões para US$ 7,23 bilhões o valor das vendas brasileiras ainda expostas à sobretaxa máxima.

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O ajuste muda a fotografia do chamado tarifaço americano, mas não elimina o risco para os exportadores. Com a revisão, a lista de produtos atingidos pela tarifa de 25% cai de 2.459 para 2.375 itens. Já a relação de exceções sobe de 615 para 699 produtos.

A agência também indicou uma segunda camada de pressão: 106 produtos que escaparam da alíquota de 25% ainda podem ser taxados em 12,5%. Nessa faixa intermediária aparecem setores como madeira e couro, enquanto parte relevante das isenções alcança itens industriais e agrícolas.

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Correção amplia alívio, mas mantém exportadores sob pressão

A nova lista sucede uma versão preliminar em que a ApexBrasil contabilizava 615 produtos livres da tarifa máxima. A atualização para 699 itens reduz a parcela do comércio bilateral sob sobretaxa e dá algum fôlego a empresas que vinham recalculando contratos, margens e rotas de venda para o mercado americano.

Mesmo com o alívio, o valor remanescente de US$ 7,23 bilhões mantém a tarifa como um problema de competitividade. A cobrança encarece produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos e pode afetar principalmente segmentos com menor margem para absorver custos ou repassar preços.

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A recomendação de tarifa de 25% partiu do USTR, órgão comercial do governo americano, em meio a alegações de falhas regulatórias e trabalhistas no Brasil. A ampliação das exceções funciona, portanto, como uma correção de alcance: retira produtos da alíquota mais pesada, mas preserva uma fatia expressiva das exportações sob risco.

Tarifa de 12,5% vira novo foco de disputa

O ponto mais sensível da revisão está nos 106 produtos que deixaram a tarifa de 25%, mas continuam sujeitos a uma cobrança de 12,5%. Para exportadores, a diferença entre as duas alíquotas pode definir se uma operação segue competitiva ou perde espaço para concorrentes de outros países.

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Antes da correção da ApexBrasil, a Amcham havia estimado em US$ 11 bilhões o volume de exportações brasileiras potencialmente atingido pelas medidas americanas. A nova conta da agência aponta exposição menor à tarifa máxima, mas confirma que o impacto segue concentrado em bilhões de dólares em vendas externas.

Como reação, o governo federal anunciou uma linha de crédito de R$ 15 bilhões para exportadores. A ApexBrasil também reservou R$ 130 milhões para ações de diversificação de mercados, tentativa de reduzir a dependência de empresas brasileiras em relação ao comprador americano quando a tarifa tornar a venda menos competitiva.

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Na prática, a revisão troca uma parte do choque tarifário por um problema de gestão: empresas com produtos retirados da alíquota de 25% ganham fôlego imediato, enquanto setores ainda sujeitos a 25% ou a 12,5% terão de renegociar preços, buscar apoio financeiro ou acelerar a abertura de outros destinos de exportação.


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