A Zoox, subsidiária de veículos autônomos da Amazon, anunciou nesta sexta-feira (17) o recall de software de sua frota de 105 robotáxis após um dos veículos não detectar fumaça densa em uma cena de incêndio em Las Vegas, nos Estados Unidos.
O incidente, ocorrido em 20 de junho, expôs uma fragilidade crítica dos sistemas de inteligência artificial diante de situações atípicas de emergência, reacendendo o debate sobre a segurança de frotas autônomas operadas por big techs.
Segundo a empresa, o veículo não tripulado entrou em uma área com fumaça pesada que obscurecia um incêndio ativo, e a atualização de software já foi desenvolvida para corrigir a falha. O relatório enviado à NHTSA, a agência reguladora de trânsito dos EUA, em 8 de julho, detalhou o problema e motivou o recall voluntário.
Pressão regulatória e histórico de recalls
O caso se soma a uma série de incidentes que colocaram a indústria de veículos autônomos sob forte escrutínio nos EUA. Na semana passada, a principal autoridade de segurança automotiva do país afirmou que as empresas precisam resolver rapidamente um “padrão claro” de interferência em operações de emergência, citando preocupações com bloqueios de vias e dificuldades para equipes de resgate.
Em dezembro de 2025, a própria Zoox já havia concluído um recall de 332 robotáxis por invasão de contramão. O recall atual ocorre menos de um mês após a Waymo, concorrente da Alphabet, recolher 3.871 veículos por falhas em zonas de obras, como mostrou o PIRANOT.
O que a Zoox diz e o que falta esclarecer
A Zoox afirmou que a correção de software já está sendo implementada e que a segurança é prioridade. A empresa, no entanto, não divulgou o custo financeiro da atualização nem informou se a frota foi temporariamente paralisada durante o processo de correção.
O recall voluntário não está associado a acidentes com feridos, e a NHTSA não estabeleceu um prazo público para a validação definitiva do patch. A expectativa é que a agência acompanhe a eficácia da correção nas próximas semanas, enquanto o setor segue pressionado a demonstrar que seus sistemas conseguem lidar com imprevistos reais das ruas.











