quinta-feira, julho 9
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Política

Tribunais negam descumprir limite do Supremo para penduricalhos

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Moraes deu 48 horas para sete cortes estaduais explicarem pagamentos acima do teto.
  • Valores questionados incluem férias, aposentadorias e verbas tratadas como exceção.
  • Regra do Supremo limita penduricalhos a 35% acima do teto constitucional.
  • Imprensa apontou repasses superiores a R$ 400 mil a magistrados em maio.
  • Supremo ainda pode decidir se aceita as justificativas ou adota novas medidas.

Tribunais de Justiça negam nesta quinta-feira (9) ter desrespeitado o limite do Supremo Tribunal Federal para penduricalhos pagos a magistrados em diferentes estados.

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As respostas chegam ao fim do prazo de 48 horas dado pelo ministro Alexandre de Moraes para que sete cortes estaduais explicassem pagamentos acima do teto constitucional. A disputa opõe a cobrança do Supremo, que fixou trava de 35% acima do teto, às justificativas técnicas apresentadas pelos tribunais.

Nas manifestações já divulgadas, as cortes afirmam que os valores questionados decorrem de acertos de férias, aposentadorias e verbas reconhecidas como exceções ao teto. O Supremo ainda não informou nesta quinta-feira se aceitará essas justificativas ou se adotará nova medida contra presidentes de tribunais.

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A cobrança foi feita depois que publicações da imprensa apontaram pagamentos superiores a R$ 400 mil a magistrados em maio. Reportagens do Portal AZ e do Correio Braziliense registraram a linha de defesa das cortes: os tribunais dizem que não houve afronta deliberada à decisão do Supremo.

Limite de 35% orienta a disputa com os tribunais

Em 25 de março de 2026, o Supremo limitou o pagamento de penduricalhos a no máximo 35% acima do teto constitucional. A decisão abriu uma etapa de controle sobre verbas retroativas, indenizações e pagamentos acumulados feitos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público.

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O PIRANOT mostrou em junho que o Supremo liberou penduricalhos retroativos a juízes e membros do Ministério Público com limite de R$ 16,2 mil. A cobrança atual amplia essa discussão porque trata da execução prática da decisão nos tribunais estaduais.

Os relatórios de julho apontaram valores acumulados em diferentes escalas. Entre os números examinados aparecem R$ 1 milhão, R$ 78,5 milhões e R$ 722,8 milhões em registros agregados, além de pagamentos individuais acima de R$ 400 mil em maio. As fontes disponíveis não detalharam os valores recebidos por cada magistrado beneficiado nas planilhas questionadas.

Na leitura dos tribunais, verbas de férias acumuladas, acertos de aposentadoria e pagamentos retroativos não representariam salário mensal comum. Na cobrança do Supremo, porém, o ponto central é saber se esses valores respeitam a trava de 35% estabelecida pela Corte.

Prazo de 48 horas termina sem nova decisão publicada

A sequência começou na segunda-feira (6), quando Moraes intimou sete Tribunais de Justiça a prestarem esclarecimentos em 48 horas. O prazo termina nesta quinta-feira (9), e a etapa seguinte depende da análise das justificativas enviadas ao Supremo.

O ministro havia indicado a possibilidade de afastamento dos presidentes dos tribunais em caso de descumprimento da decisão. Essa consequência, porém, depende de avaliação prévia das respostas e de nova manifestação formal do Supremo.

O ponto ainda aberto é se o STF aceitará os argumentos sobre férias, aposentadorias e exceções ao teto. Também não havia, até o fechamento desta matéria, publicação oficial de nova decisão após o fim do prazo de 48 horas.

Sem essa etapa, não há decisão final de irregularidade contra os tribunais ou seus presidentes. O caso segue concentrado no rito institucional: justificativas das cortes, exame pelo relator e eventual medida do Supremo sobre cumprimento do teto constitucional.


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