quarta-feira, julho 8
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Economia

Justiça dos EUA aceita multa de US$ 1,5 milhão de Musk no caso Twitter

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Caso envolve atraso de 11 dias para informar participação de 9,2% no Twitter em 2022.
  • SEC estimava que Musk economizou cerca de US$ 150 milhões antes da divulgação ao mercado.
  • Acordo encerra ação civil sem admissão de responsabilidade pelo empresário.
  • Disputa antecedeu a compra do Twitter por US$ 44 bilhões no mesmo ano.

A Justiça dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (8) um acordo de US$ 1,5 milhão entre Elon Musk e a Securities and Exchange Commission, a SEC, para encerrar a ação civil sobre o atraso na divulgação de sua participação no Twitter em 2022.

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O caso envolve a demora de 11 dias para Musk informar ao mercado que havia acumulado 9,2% das ações da companhia. A comunicação tardia ocorreu antes da disputa que terminou com a compra do Twitter por US$ 44 bilhões pelo bilionário.

O acordo não inclui admissão de irregularidade por Musk. Na prática, a multa encerra a frente regulatória movida pela SEC, mas não equivale a condenação criminal nem elimina automaticamente disputas privadas abertas por acionistas.

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Multa fica muito abaixo do ganho apontado pela SEC

A tensão do caso está na distância entre a penalidade aceita e o valor que o próprio regulador atribuiu ao atraso. A SEC afirmava que Musk teria economizado cerca de US$ 150 milhões ao comprar ações antes de tornar pública sua fatia no Twitter.

A multa de US$ 1,5 milhão corresponde a 1% dessa estimativa. O valor reduz o desfecho regulatório a uma fração do suposto ganho econômico ligado à informação não divulgada no prazo exigido pelas regras do mercado americano.

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Para investidores, o ponto central não é o tamanho isolado da multa, mas a regra de transparência. Quem vendeu papéis antes da divulgação da participação de Musk não tinha a mesma informação que o comprador, justamente a assimetria que a norma tenta evitar.

Compra de US$ 44 bilhões mantém disputa no radar

A divulgação da fatia de 9,2%, em 4 de abril de 2022, mudou a leitura do mercado sobre o Twitter. A participação já indicava a presença de um investidor com capacidade financeira e influência suficiente para pressionar os rumos da empresa.

Meses depois, Musk comprou a rede social por US$ 44 bilhões, após tentar desistir do negócio. O atraso na comunicação também alimentou ações de acionistas que venderam ações sem saber do interesse do bilionário.

Essas ações privadas seguem em faixa própria. Uma ação coletiva civil relacionada ao episódio pode chegar a US$ 2,6 bilhões, mas esse litígio não foi encerrado pelo acordo homologado com a SEC.

Decisão fecha a frente regulatória

A aprovação judicial dá validade ao acordo negociado entre Musk e o regulador americano. O efeito imediato é encerrar a cobrança civil da SEC nos termos aceitos pelo órgão, sem devolução pública do valor estimado como economia pelo atraso.

O caso se soma a outras disputas judiciais envolvendo a compra do Twitter. Em 6 de julho, um juiz também rejeitou uma tentativa de anular um veredito de fraude relacionado à empresa, ponto paralelo que não altera o alcance do acordo regulatório desta quarta.

Com a homologação, Musk paga a multa civil de US$ 1,5 milhão e encerra a ação da SEC sobre a divulgação tardia. As discussões de acionistas, por sua vez, continuam separadas da solução fechada com o regulador.


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