Bonnie Tyler, uma das vozes mais reconhecíveis do pop rock britânico, morreu aos 75 anos na noite de quarta-feira (8), em um hospital em Portugal. A morte foi confirmada nesta quinta-feira (9) pela família e pela equipe da cantora.
Em comunicado, familiares e representantes disseram estar “profundamente consternados” com a morte inesperada. A nota afirma que a artista morreu “na sequência da doença para a qual estava sendo tratada”, sem detalhar a causa médica.
A cantora estava sob cuidados médicos em Portugal desde o fim de abril, depois de uma perfuração intestinal que levou a uma cirurgia de emergência. Durante a internação, passou por coma induzido, de acordo com informações divulgadas sobre o quadro recente de saúde.
A voz rouca que marcou o pop rock dos anos 1980
Nascida Gaynor Hopkins, no País de Gales, Bonnie Tyler construiu uma carreira marcada pela voz rouca e dramática, que se tornou sua assinatura artística. Ela ganhou projeção internacional ainda nos anos 1970 e alcançou o auge comercial na década seguinte, quando entrou de vez no repertório afetivo do pop mundial.
O maior símbolo dessa fase foi “Total Eclipse of the Heart”, balada lançada em 1983 que virou um dos grandes sucessos da música pop dos anos 1980. A canção consolidou Tyler como intérprete de refrões grandiosos e atravessou gerações em rádios, trilhas sonoras e programas de televisão.
Antes disso, a cantora já havia emplacado “It’s a Heartache”, outro hit associado à sua potência vocal. No Brasil, suas músicas mantiveram forte presença popular, impulsionadas por trilhas de novelas, reprises em rádios e compilações que ajudaram a preservar seu nome fora do circuito estritamente anglófono.
Família ainda prepara informações sobre despedida
A família ainda não anunciou detalhes sobre cerimônia, velório ou sepultamento. Também não divulgou o nome do hospital em Portugal onde a cantora estava internada.
Com a confirmação da morte, Bonnie Tyler deixa como legado uma carreira atravessada por sucessos de alcance internacional e por uma interpretação vocal que a tornou uma das artistas mais identificáveis do pop rock britânico.










