sábado, 11 de julho de 2026
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Copa do Mundo 2026

Itália entrega a Maldini e Leonardo missão de reconstruir seleção

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A dupla terá a missão imediata de escolher o novo treinador da seleção italiana.
  • Itália não disputa uma Copa do Mundo desde 2014 e foi eliminada nas quartas da Euro 2024.
  • A eliminação para a Bósnia nos pênaltis nas Eliminatórias de 2026 precipitou a saída de Gattuso.
  • Leonardo, tetracampeão mundial com o Brasil em 1994, é o primeiro estrangeiro a assumir cargo estratégico na FIGC.
  • O projeto de reconstrução mira a Copa do Mundo de 2030 como meta de longo prazo.

A Federação Italiana de Futebol colocou Paolo Maldini e Leonardo no centro de sua tentativa mais ambiciosa de reconstrução recente. A entidade anunciou neste sábado (11) o ex-zagueiro como diretor técnico da seleção e o brasileiro como consultor do projeto que tenta recolocar a Azzurra no primeiro plano internacional.

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A chegada da dupla tem uma tarefa imediata: participar da escolha do novo treinador da Itália. O cargo ficou vago após a saída de Gennaro Gattuso, em meio à pressão provocada pelos resultados recentes da seleção. O presidente Giovanni Malagò confirmou os nomes em declaração à ANSA.

Maldini assinou contrato de quatro anos, com horizonte até a Copa do Mundo de 2030. Ídolo do Milan e um dos maiores defensores da história da seleção italiana, ele volta a ocupar um cargo executivo depois de deixar a direção do clube rossonero em 2023. Na FIGC, terá a função de organizar a linha técnica do projeto e ajudar a definir o perfil do próximo comandante.

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Leonardo chega com peso próprio. Tetracampeão mundial com o Brasil em 1994, o ex-meia construiu carreira como dirigente em clubes de elite, com passagens por Milan, Inter de Milão e Paris Saint-Germain. Também trabalhou como técnico interino da seleção brasileira. Na Itália, atuará como consultor em uma posição estratégica, com influência sobre a reformulação esportiva e a definição de prioridades para as seleções.

Pressão aumenta após nova crise da Azzurra

A decisão vem depois de uma sequência que abalou o prestígio de uma tetracampeã mundial. A Itália não disputa uma Copa desde 2014, ficou fora dos Mundiais de 2018 e 2022 e voltou a conviver com cobranças após a eliminação nas Eliminatórias para 2026. Antes disso, já havia caído nas quartas de final da Eurocopa de 2024.

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O movimento da federação tenta atacar dois problemas ao mesmo tempo: a instabilidade no comando da equipe principal e a perda de identidade de um futebol que alternou conquistas continentais com fracassos em ciclos de Copa. A presença de Maldini dá ao projeto um símbolo interno de tradição; a de Leonardo acrescenta experiência internacional em gestão de elenco, mercado e bastidores de grandes clubes.

Novo técnico vira primeira decisão da dupla

A FIGC ainda não divulgou valores do acordo nem apresentou uma lista oficial de candidatos ao banco da seleção. Antonio Conte e Roberto Mancini aparecem entre os nomes cotados no debate em torno da sucessão, mas a federação não confirmou preferência.

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O próximo treinador será escolhido já sob influência da nova estrutura. A prioridade é definir rapidamente o comando técnico para iniciar o ciclo de recuperação e reorganizar a seleção antes dos próximos compromissos internacionais. A meta política e esportiva da federação é chegar a 2030 com um projeto estável, depois de anos em que a Itália deixou de tratar a classificação para a Copa como rotina.


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