sábado, 11 de julho de 2026
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Entretenimento

Peppino di Capri, italiano de ‘Champagne’, morre aos 86 anos em Capri

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Nascido Giuseppe Faiella na ilha de Capri, adotou o nome artístico Peppino di Capri.
  • Venceu duas edições do Festival de Sanremo e abriu shows dos Beatles em 1965.
  • A família não divulgou a causa da morte, mas ele estava afastado dos palcos por problemas de saúde.
  • O velório e sepultamento ocorrem neste domingo na Igreja de Santo Stefano, em Capri.

Peppino di Capri, cantor e compositor italiano que atravessou gerações com baladas como Champagne e Roberta, morreu neste sábado (11), aos 86 anos, na ilha de Capri, na Itália. A família confirmou a morte do artista, mas não divulgou a causa.

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Nascido Giuseppe Faiella, ele adotou no palco o nome da ilha que o projetou para o mundo e se tornou uma das vozes mais reconhecíveis da canção popular italiana. Com mais de seis décadas de carreira, vendeu cerca de 35 milhões de discos, gravou aproximadamente 500 músicas e manteve presença constante em rádios, programas de televisão e trilhas que ajudaram a popularizar a música italiana fora da Europa.

No Brasil, sua ligação com o público foi especialmente forte. Champagne, lançada nos anos 1970, virou sinônimo de romantismo radiofônico e permaneceu por décadas no repertório de festas, serenatas e novelas. Roberta também consolidou o cantor entre os nomes estrangeiros mais familiares ao ouvinte brasileiro, numa época em que intérpretes italianos ocupavam espaço nobre nas emissoras do país.

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De Capri a Sanremo

A trajetória de Peppino di Capri se confundiu com a própria vitrine da música italiana no século 20. Ele venceu duas edições do Festival de Sanremo, principal palco da canção popular no país, e construiu uma carreira que combinava baladas românticas, repertório dançante e versões que circulavam com facilidade pelo mercado internacional.

Em 1965, abriu apresentações dos Beatles durante a passagem do grupo pela Itália, um marco que costuma aparecer entre os episódios mais lembrados de sua biografia. A partir dali, consolidou uma imagem de artista capaz de dialogar com diferentes gerações sem abandonar a identidade mediterrânea que marcou sua obra.

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Despedida será na ilha que virou nome artístico

O velório e o sepultamento foram programados para este domingo (12), em Capri, na Igreja de Santo Stefano, perto da Piazzetta, um dos pontos mais conhecidos da ilha. O local reforça o vínculo simbólico entre o cantor e o território que ele transformou em sobrenome artístico.

Peppino di Capri deixa três filhos e um catálogo que segue associado à fase de maior circulação internacional da música romântica italiana. Para o público brasileiro, sua morte encerra a trajetória de uma voz que entrou no país pelas rádios e permaneceu no imaginário popular com canções feitas para sobreviver ao tempo.

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