sábado, 11 de julho de 2026
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Economia

BRB completa um ano sem divulgar balanço e corre contra prazo de capitalização

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O último balanço, do segundo trimestre de 2025, já mostrava deterioração financeira.
  • O rombo é estimado em R$ 8,8 bilhões, segundo dados de mercado.
  • O GDF busca crédito de R$ 6,6 bilhões do FGC para cobrir parte do prejuízo.
  • O prazo de 5 de agosto foi definido em fevereiro, quando o BRB apresentou plano de capitalização ao BC.
  • Se o banco não cumprir as exigências, pode sofrer intervenção ou liquidação.

O Banco de Brasília (BRB) completa neste sábado (11) um ano sem publicar seus balanços financeiros, enquanto se aproxima do prazo de 5 de agosto para recompor seu capital junto ao Banco Central (BC). A instituição financeira controlada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) não divulga resultados desde 30 de junho de 2025, após a exposição a operações com o Banco Master, alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

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O último balanço publicado, referente ao segundo trimestre de 2025, já apontava deterioração. Desde então, o banco acumula perdas estimadas em R$ 8,8 bilhões, segundo dados de mercado, e viu suas ações despencarem 63% — de R$ 8,15 para R$ 3,02. O GDF tenta destravar um crédito de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para cobrir parte do rombo.

O prazo de 5 de agosto foi estabelecido em fevereiro, quando o BRB apresentou ao BC um plano de recomposição de capital de 180 dias. Se não cumprir as exigências, o banco pode sofrer intervenção ou liquidação, embora o BC não tenha se manifestado oficialmente sobre esse risco. A crise já levou o governo local a injetar R$ 1 bilhão em 2025 e a prometer outros R$ 2,5 bilhões que não se concretizaram.

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A cronologia da crise

A crise teve início em meados de 2025, quando vieram à tona irregularidades no Banco Master, instituição com a qual o BRB mantinha operações de crédito. A Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, e o banco suspendeu a divulgação de balanços. O primeiro prazo perdido foi 31 de março de 2026, data-limite para publicar os números de 2025.

Em 29 de maio, o BRB não entregou os balanços atrasados, e o GDF não concluiu o aporte de R$ 2,5 bilhões que o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, havia prometido ao Correio Braziliense. Em 30 de junho, novo prazo para capitalização e divulgação também foi descumprido, e a governadora Celina Leão afirmou ao Infomoney que o banco precisaria de mais tempo. Em paralelo, o banco negocia um acordo de socorro com a União, que pode envolver uma linha de crédito especial.

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Impacto para o Distrito Federal e o mercado

A crise do BRB afeta diretamente as finanças do GDF, que é acionista majoritário e depende do banco para pagar servidores e financiar políticas públicas. O socorro já consumiu R$ 1 bilhão em 2025, via securitização da dívida ativa, e pode exigir novos aportes bilionários. O crédito de R$ 6,6 bilhões do FGC, se aprovado, representaria um alívio, mas ainda depende de aval do Banco Central.

No mercado, as ações do BRB (BRBI3) acumulam queda de 63% desde o estouro do escândalo, reduzindo o valor de mercado da instituição. A incerteza sobre a solvência do banco também pressiona o custo de captação e a confiança de investidores. Enquanto isso, o Distrito Federal também recebe investimentos federais, como o financiamento de R$ 267,5 milhões do BNDES para renovação de ônibus, conforme noticiou o PIRANOT.

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O que esperar até 5 de agosto

O BRB e o GDF correm para fechar o acordo com a União. Em 30 de maio, o banco adiou a divulgação do balanço após sinalizar esse socorro, mas os termos ainda não foram tornados públicos. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, já afirmou ao O Globo que a data de 29 de maio não era crucial e que o foco é uma solução estrutural.

Procurado, o BC não comentou se concederá nova prorrogação além de 5 de agosto. O BRB também não respondeu aos pedidos de entrevista. A expectativa é que, caso o acordo com a União seja fechado, o banco consiga recompor seu capital e retomar a normalidade. Do contrário, o BC poderá adotar medidas mais duras.

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