sábado, 11 de julho de 2026
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Política

STF solta Márcio Canella, mas candidatura ao Senado segue incerta

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A prisão ocorreu após a PF encontrar um fuzil de calibre restrito no carro do ex-prefeito durante a Operação Unha e Carne.
  • Canella é apontado como braço político de esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 7,6 bilhões em postos de combustíveis.
  • A decisão de Alexandre de Moraes também beneficiou o policial militar Antônio Gomes da Silva Neto, preso na mesma ação.
  • Aliados de Flávio Bolsonaro pressionam para adiar a definição da chapa ao Senado, como revelou o PIRANOT.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (11) a soltura do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, preso em flagrante há quatro dias com um fuzil durante a Operação Unha e Carne. A decisão impõe uso de tornozeleira eletrônica, mas não elimina os obstáculos à sua pré-candidatura ao Senado pelo União Brasil.

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Canella deixou o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, em Bangu 8, na manhã deste sábado, segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen). A soltura também beneficiou um policial militar preso na mesma ocorrência. Apesar da liberdade, o político enfrenta investigação da Polícia Federal (PF) que aponta sua participação em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 7,6 bilhões em postos de combustíveis na região metropolitana do Rio.

A prisão e a investigação abalaram a articulação de Canella para disputar o Senado com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL). Aliados do senador já pressionam para adiar a definição da chapa, como revelou o PIRANOT em 9 de julho. A liberdade provisória não afasta o risco de inelegibilidade, mas também não a decreta — o futuro da candidatura depende de decisões judiciais e partidárias ainda em aberto.

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A operação que levou à prisão

Canella foi preso em flagrante na terça-feira (7), quando agentes da PF cumpriam mandados de busca e apreensão da 6ª fase da Operação Unha e Carne. No carro do ex-prefeito, os policiais encontraram um fuzil de calibre restrito. Segundo a PF, Canella seria o braço político de uma organização criminosa que lavava dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis. O esquema teria movimentado R$ 7,6 bilhões, de acordo com as investigações.

A defesa de Canella nega que ele fosse o proprietário da arma. O ex-prefeito foi levado ao presídio de Bangu 8, onde permaneceu até a decisão de Moraes. O ministro do STF entendeu que a prisão em flagrante poderia ser substituída por medidas cautelares, como a tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros investigados.

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O silêncio do União Brasil e a pressão sobre Flávio

O União Brasil, partido pelo qual Canella se lançaria ao Senado, não se manifestou oficialmente sobre a manutenção da pré-candidatura. A legenda tem até 15 de agosto para realizar convenções e registrar chapas. O apoio de Flávio Bolsonaro, que articulava a candidatura do ex-prefeito como forma de ampliar sua base na Baixada Fluminense, agora é alvo de pressão de aliados para recuar.

Reportagem do PIRANOT mostrou que integrantes do PL e do próprio União Brasil defendem o adiamento da escolha, temendo o desgaste eleitoral. A prisão de Canella e a exposição da operação policial podem inviabilizar sua candidatura, mesmo sem uma condenação judicial. A Lei da Ficha Limpa não torna inelegível automaticamente quem responde a investigação, mas o cenário jurídico e a imagem pública pesam nas decisões partidárias.

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O que está em jogo na Justiça e nas urnas

A soltura não encerra a investigação. A PF continua apurando a participação de Canella no esquema de lavagem de dinheiro, e a Procuradoria-Geral da República pode recorrer da decisão de Moraes. Além disso, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podem ser acionados para avaliar a elegibilidade do ex-prefeito caso a candidatura seja formalizada.

Enquanto isso, o calendário eleitoral avança. As convenções partidárias ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto. Até lá, o União Brasil precisará decidir se mantém Canella como nome ou busca um substituto. A indefinição também afeta a estratégia de Flávio Bolsonaro, que tenta montar uma chapa competitiva no Rio de Janeiro.

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