segunda-feira, julho 6
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Polícia

Moraes e Dino cobram tribunais por salários de até R$ 495 mil

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Prazo de 48 horas mira sete Tribunais de Justiça que pagaram valores acima do teto em maio de 2026.
  • Maior contracheque citado na apuração chegou a R$ 495 mil, mais de dez vezes o limite constitucional.
  • Ordem pede esclarecimentos sobre indenizações e gratificações, mas não afasta dirigentes nem aponta crime.
  • Supremo decidiu em março que penduricalhos de magistrados também devem respeitar o teto de R$ 46,3 mil.
  • Devolução de valores ainda depende das respostas dos tribunais e da íntegra oficial da determinação.

Alexandre de Moraes e Flávio Dino deram nesta segunda-feira (6) prazo de 48 horas para sete Tribunais de Justiça explicarem pagamentos de penduricalhos acima do teto constitucional.

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A cobrança dos ministros do Supremo Tribunal Federal mira contracheques de magistrados que ultrapassaram o limite remuneratório de R$ 46.300,00 em maio de 2026. O maior salário identificado chegou a R$ 495.000,00, segundo dados de remuneração citados na apuração.

A ordem não afasta presidentes de tribunais nem declara crime. Ela abre prazo para esclarecimentos formais sobre verbas indenizatórias e gratificações pagas acima do teto, antes de nova avaliação pelo Supremo.

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O ponto prático é saber se valores classificados como penduricalhos continuarão fora do limite constitucional. A decisão também deixa em aberto se haverá devolução de quantias pagas acima do teto, tema que depende da análise das respostas e de publicação oficial da íntegra da determinação.

Decisão de março limita penduricalhos ao teto de R$ 46,3 mil

O Supremo Tribunal Federal definiu em 25 de março de 2026 que verbas indenizatórias e gratificações de magistrados devem se submeter ao teto constitucional de R$ 46,3 mil. A decisão buscou conter pagamentos adicionais que elevam a remuneração no Judiciário.

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Os penduricalhos são parcelas pagas além do salário-base, como gratificações e indenizações. Quando essas verbas são tratadas como exceção, o contracheque pode superar o limite aplicado ao funcionalismo, ponto agora questionado por Moraes e Dino.

A sequência que levou à cobrança começou com a decisão de março. Em 5 de julho, dados de remuneração apontaram salários de até R$ 495 mil em maio. Nesta segunda-feira (6), os ministros fixaram o prazo de 48 horas para os tribunais apresentarem explicações.

Os números citados no levantamento indicam 616 magistrados acima do teto em maio de 2026. O valor máximo identificado, de R$ 495 mil, equivale a mais de dez vezes o teto constitucional vigente de R$ 46,3 mil.

Sete tribunais terão de justificar pagamentos ao Supremo

Moraes e Dino atuam na fiscalização do cumprimento da decisão pelo Judiciário nacional. A cobrança alcança sete Tribunais de Justiça, mas a lista nominal dos órgãos acionados depende da publicação oficial da determinação.

A imprensa registrou a cobrança nesta segunda-feira em relatos como o do G1 e do Correio Braziliense. A atribuição institucional do caso, porém, é ao Supremo Tribunal Federal e aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

O prazo de 48 horas é o dado central do despacho: os tribunais devem explicar por que pagamentos adicionais foram feitos acima do teto definido pelo Supremo. Só depois das respostas o tribunal poderá avaliar eventuais medidas.

As sanções, se houver, ainda dependem da análise dos esclarecimentos. Até essa etapa, a cobrança funciona como instrumento de fiscalização do teto remuneratório, não como conclusão sobre responsabilidade administrativa, cível ou penal.

O desfecho pode afetar contracheques no Judiciário estadual porque definirá como gratificações e indenizações serão tratadas após a decisão de março. A próxima etapa é a apresentação das respostas pelos tribunais dentro do prazo fixado por Moraes e Dino.

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