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Economia

Senado debate fim da escala 6×1, mas PEC patina: sem relator e sem prazo

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O Senado realizou em 1º de julho sessão de debates sobre a PEC do fim da escala 6×1, mas a proposta segue sem relator e sem despacho à CCJ.
  • A CNA participou da sessão, pediu adaptações para o setor agropecuário e não declarou apoio nem rejeição formal à proposta.
  • A PEC aprovada pela Câmara em 27 de maio reduziria a jornada máxima de 44 para 40 horas e daria dois dias de folga semanais aos trabalhadores.
  • O controle da agenda no Senado está nas mãos do presidente Davi Alcolumbre, e não há prazo definido para o avanço da matéria.
  • A última redução constitucional da jornada de trabalho no Brasil ocorreu em 1988, quando o teto caiu de 48 para 44 horas semanais.

Em 1º de julho (quarta-feira), o Senado Federal realizou uma sessão de debates sobre a PEC do fim da escala 6×1, com a participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

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A CNA pediu cautela na tramitação e defendeu adaptações específicas para o agropecuário — sem apresentar declaração formal de apoio ou rejeição. A proposta substitui o regime atual, de seis dias de trabalho por um de descanso, por uma escala com dois dias de folga semanais, reduzindo a jornada máxima de 44 para 40 horas. A PEC, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, afetaria dezenas de milhões de trabalhadores nos setores de comércio, serviços e agropecuária.

A matéria permanece parada no Senado: não foi despachada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e não tem relator designado. O controle da agenda cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O PIRANOT revelou em junho que aliados do governo trocaram o líder governista no Senado justamente para tentar destravar a pauta — sem resultado confirmado até a sessão do dia 1º.

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A proposta que levou sete anos para chegar ao debate do Senado

A PEC foi apresentada originalmente no Senado em 2019. Ganhou força ao longo de 2026 com mobilizações de trabalhadores e foi aprovada pela Câmara em 27 de maio — um mês antes de o Senado iniciar os debates formais sobre o texto. A última redução constitucional da jornada máxima no Brasil ocorreu em 1988, quando o teto passou de 48 para 44 horas semanais, onde permaneceu inalterado por quase quatro décadas.

A CNA, que mantém forte bancada aliada no Senado, não apresentou posição formal durante a sessão. A confederação defendeu que o debate não fosse contaminado pelo calendário eleitoral e que qualquer mudança levasse em conta as especificidades do trabalho rural — onde sazonalidade e condições de campo impõem dinâmicas distintas das do comércio e da indústria urbana. Na mesma audiência, o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, defendeu a aprovação da PEC e cobrou celeridade na tramitação.

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Relator, comissão e plenário: o que falta para a PEC se mover

O rito formal exige que Alcolumbre indique um relator. A partir daí, o relator produz um parecer; a CCJ vota; aprovado na comissão, o texto vai ao plenário do Senado. Se os senadores alterarem o conteúdo aprovado pela Câmara, a PEC precisa retornar à Casa de origem para nova rodada de votação — o que prolongaria uma tramitação iniciada em 2019. A PEC do Trabalho Flexível, acompanhada pelo PIRANOT desde junho, circula em paralelo como proposta de escala mais maleável para setores como o agronegócio.

Após a sessão de 1º de julho, o Senado Federal não informou prazo para a designação do relator nem calendário de votação na CCJ. A posição formal da CNA e o nome do relator seguem sem definição oficial.


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