terça-feira, julho 7
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Esporte

Bélgica exige resposta da FIFA após Trump interferir em punição na Copa 2026

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus no jogo EUA 2 x 1 Irã, em 29 de junho, com punição automática para a rodada seguinte.
  • A FIFA anunciou a reversão no sábado, véspera da partida, sem apresentar critérios técnicos que justificassem a mudança de decisão.
  • A imprensa internacional relatou que Trump telefonou ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, por volta de 4 de julho para contestar a suspensão.
  • UEFA e União Europeia também repudiaram publicamente a decisão e alertaram para o risco à integridade da competição.
  • A Copa 2026 é sediada pelos EUA, Canadá e México, o que coloca a FIFA sob pressão política direta do país anfitrião ao longo do torneio.

A Federação Belga de Futebol exigiu explicações da FIFA nesta segunda-feira (6) após a entidade revogar a suspensão de Folarin Balogun nas oitavas de final da Copa 2026 — partida disputada hoje contra a própria Bélgica.

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Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus no jogo EUA 2 x 1 Irã, em 29 de junho. O cartão vermelho gerava suspensão automática para o confronto de hoje. A FIFA anunciou a reversão da punição no sábado (5) — um dia antes da partida —, sem apresentar critérios técnicos para a mudança de decisão.

A reviravolta ocorreu dois dias depois que a imprensa internacional reportou um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para contestar a punição de Balogun. A data exata do contato não foi confirmada oficialmente pela FIFA — a imprensa internacional estimou que a ligação ocorreu por volta de 4 de julho. O silêncio da entidade sobre os critérios da reversão alimenta as acusações de interferência política formuladas por federações e autoridades esportivas europeias.

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A regra que a FIFA não explicou — e o que a Bélgica exige

A Federação Belga de Futebol informou que exige formalmente da FIFA uma explicação técnica sobre os critérios que embasaram a revogação da punição. A UEFA e a União Europeia também criticaram publicamente a decisão. Para os organismos europeus, a ausência de justificativa transforma um caso disciplinar em questionamento direto à integridade da competição.

A Copa 2026 é sediada pelos EUA, Canadá e México, o que confere a Trump interesse político direto no avanço da seleção americana. O vínculo entre o presidente americano e a FIFA extrapolava o protocolo mesmo antes deste episódio: o PIRANOT revelou em junho que Infantino confirmou que Trump entregará a taça ao campeão na final da Copa 2026. A intervenção descrita agora vai além do simbolismo — atinge diretamente uma decisão arbitral da competição.

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A FIFA proíbe expressamente a interferência de governos em federações nacionais — regra que, em casos extremos, pode resultar na suspensão da seleção do país infrator. Em 2022, a entidade ameaçou punir seleções que exibissem braçadeiras com mensagens políticas nos jogos do Catar, invocando o mesmo princípio: decisões internas não admitem pressão externa. O caso atual não tem paralelo na história dos Mundiais: pela primeira vez, um chefe de Estado do país-sede teria pressionado diretamente pela revisão de uma punição disciplinar em andamento.

Bélgica anuncia contestação enquanto FIFA permanece em silêncio

A Federação Belga informou que vai contestar formalmente a decisão da FIFA, sem especificar o mecanismo de recurso até o momento da apuração. O órgão aguardava posição oficial da entidade sobre os fundamentos que justificaram a reversão da suspensão antes do início da partida desta segunda-feira (6).

A FIFA não confirmou nem negou qualquer contato com o governo americano. Enquanto a entidade não apresentar a justificativa técnica para revogar o cartão de Balogun, o vácuo de transparência sustenta as acusações de que a decisão foi política — e não esportiva. Outras federações ainda não se manifestaram oficialmente sobre o precedente criado pelo caso.


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