O Goldman Sachs anunciou nesta segunda-feira (6) a contratação de Evan Kotsovinos, ex-chefe de privacidade e segurança do Google, como sócio e chefe de engenharia da divisão de gestão de ativos e patrimônio. O comunicado confirma a aposta do banco em talentos do Vale do Silício para acelerar sua transformação digital.
Kotsovinos será responsável por definir a arquitetura tecnológica e a estratégia de engenharia da área que atende clientes institucionais e individuais de alta renda. A divisão de gestão de ativos e patrimônio é uma das principais fontes de receita do Goldman, com presença global e forte dependência de plataformas digitais.
A contratação se insere em um movimento mais amplo de bancos de investimento que recrutam executivos de big techs para liderar a implementação de inteligência artificial, em meio a exigências crescentes de segurança e conformidade regulatória. Grandes instituições financeiras têm buscado profissionais capazes de integrar IA sem expor dados sensíveis ou violar normas de privacidade.
Trajetória no Google e expertise em IA
No Google, Kotsovinos liderou as áreas de privacidade e segurança, funções que ganharam relevância com a expansão de modelos de linguagem e o escrutínio de reguladores sobre o uso de dados. Sua experiência é vista como estratégica para o Goldman, que busca incorporar IA em produtos de investimento sem comprometer informações de clientes.
A saída do executivo ocorre em um momento de aceleração dos investimentos do Google em inteligência artificial. Em junho, o PIRANOT revelou que a big tech destinou US$ 75 milhões à produtora A24 para desenvolver ferramentas de IA no cinema (leia a reportagem).
O que o anúncio não detalha
O comunicado do Goldman Sachs não informou a data de início das atividades de Kotsovinos nem detalhou o orçamento da divisão de engenharia sob sua gestão. Também não foram divulgadas metas de curto prazo para a implementação de IA nos produtos de gestão de patrimônio.
O banco limitou-se ao anúncio inicial, sem mencionar prazos ou prioridades específicas. A ausência dessas informações deixa em aberto a velocidade com que o Goldman pretende integrar novas tecnologias e se o executivo terá autonomia para montar sua equipe.










