A Anthropic negocia uma rodada de investimento que pode injetar entre US$ 50 bilhões e US$ 65 bilhões na companhia e elevá-la ao posto de startup de inteligência artificial mais valiosa do mundo. Com o aporte, o valor de mercado da empresa alcançaria US$ 900 bilhões no mercado primário, ultrapassando a OpenAI. Na esfera secundária, os papéis já chegam a US$ 1 trilhão, segundo dados do mercado compilados pelo Estado de S. Paulo e pela revista Época Negócios.
As negociações, porém, ainda não foram concluídas. “A captação de capital está em fase de discussão e não há garantias de que será concluída nos termos apresentados”, afirmou uma fonte próxima às tratativas ao PIRANOT, sob condição de anonimato. Não há comunicado oficial da Anthropic ou dos potenciais investidores — entre eles Green Oaks Capital, Sequoia e Altimeter —, e o mercado permanece em compasso de espera.
A trajetória do valuation reflete a voracidade por recursos na corrida da IA. Em fevereiro, a Anthropic captou US$ 30 bilhões e foi avaliada em US$ 380 bilhões; em setembro de 2025, valia US$ 183 bilhões e, em março, apenas US$ 61,5 bilhões. A empresa já ostenta receita anual recorrente superior a US$ 30 bilhões e projeta registrar o primeiro trimestre lucrativo em junho de 2026, conforme projeções financeiras obtidas pelo mercado. O salto é ancorado na demanda maciça por modelos de linguagem, cuja infraestrutura exige investimentos colossais.
A ultrapassagem da OpenAI, entretanto, não é tão linear. As cifras compiladas pela imprensa especializada comparam um valuation primário da Anthropic (US$ 900 bilhões) com o secundário da rival, que oscila entre US$ 730 bilhões e US$ 880 bilhões, distorcendo a real diferença de valor entre as companhias. Ainda assim, o patamar é histórico: próximo a 0,25% do PIB global, o valor da Anthropic consolida a inteligência artificial como o principal vetor de criação de riqueza na economia digital desta década.
A necessidade de poder computacional explica a fome de capital. Em maio, o PIRANOT revelou que a Anthropic fechou contrato de US$ 1,25 bilhão mensais com a SpaceX para construir e operar o supercomputador Colossus, destinado ao treinamento de modelos de IA de última geração. “O contrato com a SpaceX é um divisor de águas para a infraestrutura de treinamento de IA”, avaliou um especialista em computação de alto desempenho na ocasião. Enquanto isso, a OpenAI contra-ataca com agentes autônomos no GPT-5, conforme cobertura exclusiva do PIRANOT.
O tensionamento ocorre às vésperas de uma leva de IPOs de peso. A SpaceX tem abertura de capital prevista para junho de 2026, enquanto OpenAI e Anthropic miram outubro ou, mais provavelmente, 2027, de acordo com analistas do setor. O apetite dos investidores já reverbera no índice de semicondutores, que registrou a maior alta desde a bolha pontocom, como mostrou o PIRANOT. A combinação de avaliações recordes, IPOs bilionários e infraestrutura de ponta desenha um cenário em que a inteligência artificial se firma como epicentro do capital de risco global.
O PIRANOT mantém um acervo histórico da corrida tecnológica entre Anthropic e OpenAI. Além das reportagens já mencionadas, vale consultar a análise sobre a blindagem de Musk no IPO da SpaceX e os impactos nos mercados de semicondutores. Acompanhe a cobertura completa em nosso site.











