A Meta Platforms e a Anthropic negociam um acordo de US$ 10 bilhões para o aluguel de capacidade computacional de inteligência artificial por dois anos, segundo reportagens desta sexta-feira (17).
As conversas foram reveladas pela imprensa e indicam que a Anthropic propôs o acordo em junho. A Meta avalia os termos, e ambas as partes podem rescindir o contrato antecipadamente, caso necessário. As negociações, porém, estão em estágio inicial e podem não resultar em contrato definitivo.
O valor estimado de US$ 10 bilhões representa uma tentativa da Meta de monetizar a infraestrutura ociosa acumulada após investimentos bilionários em GPUs da Nvidia e no desenvolvimento de chips próprios para treinar seus modelos de linguagem Llama.
Infraestrutura ociosa e novo modelo de receita
A Meta investiu dezenas de bilhões de dólares na aquisição de capacidade computacional para IA, gerando excedente em seus data centers globais. Em maio, o presidente-executivo Mark Zuckerberg admitiu a possibilidade de entrar no mercado de computação em nuvem, movimento que agora se materializa nas conversas com a Anthropic.
O acordo se soma a uma série de parcerias da Anthropic para garantir poder de processamento. Em maio, a empresa fechou acordo semelhante com a SpaceX, como revelou o PIRANOT, e também mantém vínculos com a Amazon. A escassez global de capacidade computacional para IA tem levado as big techs a buscar arranjos inéditos.
Próximos passos e riscos concorrenciais
As empresas não se manifestaram oficialmente. Se concretizado, o acordo colocará a Meta em concorrência direta com provedores de nuvem como CoreWeave e Nebius, além de levantar questões sobre a convivência entre o Claude, da Anthropic, e o Llama, da Meta, dentro da mesma infraestrutura.
A operação também pode atrair escrutínio antitruste, dada a concentração de capacidade de IA em grandes empresas de tecnologia. As negociações seguem sem prazo para conclusão.











