sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Negócios e Dinheiro

Microsoft demite até 4.800 no Xbox e redireciona aposta de US$ 80 bi em games

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Double Fine, Ninja Theory, Undead Labs, Compulsion Games e World's Edge são os estúdios que a Microsoft colocará à venda
  • A CEO do Xbox, Asha Sharma, comunicou que 1.600 demissões serão efetivadas de imediato e o restante ao longo de 12 meses
  • A ZeniMax Online, responsável por The Elder Scrolls Online, perdeu líderes após os cortes, gerando incertezas sobre o futuro do jogo
  • A reestruturação atinge até 20% da força de trabalho da divisão Xbox, que soma cerca de 24 mil funcionários

A Microsoft iniciou nesta sexta-feira (17) uma reestruturação profunda na divisão Xbox, com demissões que podem chegar a 4.800 funcionários e a venda de cinco estúdios de jogos. O movimento coloca em xeque a aposta de US$ 80 bilhões da empresa no mercado de games e sinaliza uma guinada estratégica para software e serviços multiplataforma.

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Em comunicado interno, a CEO do Xbox, Asha Sharma, informou que 1.600 cortes serão efetivados imediatamente, enquanto o restante ocorrerá ao longo dos próximos 12 meses. O número total de desligamentos ainda não foi confirmado oficialmente, mas fontes da imprensa internacional apontam entre 3.200 e 4.800 vagas, o equivalente a até 20% da força de trabalho da divisão.

Além das demissões, a Microsoft decidiu se desfazer de cinco estúdios, cujos nomes não foram divulgados. A medida faz parte de um plano para tornar o negócio de jogos mais lucrativo, após anos de investimentos bilionários em aquisições e infraestrutura.

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De console a plataforma: a nova rota do Xbox

A guinada atual é o capítulo mais recente de uma estratégia que começou a mudar há alguns anos. Em setembro de 2020, a Microsoft anunciou a compra da ZeniMax Media, controladora da Bethesda, por US$ 7,5 bilhões. Em janeiro de 2022, veio a oferta pela Activision Blizzard, concluída em outubro de 2023 por US$ 68,7 bilhões. Somadas, as duas aquisições ultrapassam US$ 76 bilhões, e com investimentos adicionais em nuvem e infraestrutura, o valor total se aproxima de US$ 80 bilhões.

Apesar do aporte massivo, a Microsoft vem progressivamente abandonando a exclusividade de hardware. Títulos antes restritos ao ecossistema Xbox, como Sea of Thieves e Hi-Fi Rush, foram lançados para PlayStation e Nintendo Switch. Em junho, o Xbox Games Showcase reforçou a aposta em serviços, com foco no Game Pass e na nuvem, em vez de novos consoles.

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Para Seamus Blackley, um dos criadores do Xbox original, a descontinuação do hardware é questão de tempo. “O Xbox será descontinuado nos próximos anos”, disse em entrevista ao IGN Brasil. A Microsoft, no entanto, não confirma oficialmente o fim da fabricação de consoles.

O que ainda está em aberto

A empresa não detalhou quais estúdios serão vendidos nem o cronograma de transição dos jogos exclusivos restantes para outras plataformas. Também não há confirmação sobre o volume final de demissões — o número pode variar conforme a reorganização avança.

A reestruturação impacta diretamente o mercado brasileiro, um dos maiores consumidores do Xbox Game Pass na América Latina. Enquanto a Microsoft ajusta seu modelo de negócios, jogadores e desenvolvedores aguardam definições sobre o futuro do console e do catálogo de jogos. A dimensão da mudança foi analisada em reportagem da Exame.


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