sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Economia

Lula rejeita guerra com EUA e promete ‘guerra da verdade’ contra Trump

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O discurso foi feito no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), no Rio de Janeiro.
  • Lula afirmou que usará a “arma da palavra” para combater o que chamou de mentiras de Trump.
  • Foi a primeira manifestação pública do presidente desde o anúncio da tarifa de 25% pelos EUA.
  • O governo ainda não divulgou a lista de produtos brasileiros que serão afetados pela sobretaxa.
  • Integrantes do governo consideram frágeis os argumentos técnicos apresentados por Washington.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (17), no Rio de Janeiro, que o Brasil não quer uma guerra com os Estados Unidos, mas prometeu enfrentar Donald Trump no que chamou de “guerra da verdade”, em resposta à tarifa de 25% anunciada pelo governo americano sobre produtos brasileiros.

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A declaração marca a primeira reação pública mais direta de Lula ao tarifaço. O presidente adotou tom de confronto político, mas evitou anunciar retaliação comercial imediata. A mensagem central foi a de que o governo brasileiro pretende contestar a narrativa de Trump sem transformar a disputa em ruptura diplomática.

“O Brasil não tem interesse em guerra, nós somos da paz. Agora, a guerra que eu quero fazer com ele é a guerra da verdade”, disse Lula, em evento no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

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Resposta política, sem retaliação imediata

A fala ocorre depois de Lula ter condicionado manifestações públicas sobre a tarifa a um gesto direto do presidente americano. Em evento anterior, ele havia afirmado que só trataria do tema “de presidente para presidente”, numa tentativa de enquadrar a crise como uma relação entre chefes de Estado, e não como troca de recados por intermediários.

Com a nova declaração, Lula muda o tom: deixa a reserva inicial e passa a disputar publicamente a versão sobre a medida americana. Ainda assim, o governo não apresentou, junto com o discurso, um pacote de contenção de danos para exportadores nem indicou contramedidas tarifárias.

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A tarifa de 25% atinge a pauta comercial brasileira em um momento de tensão crescente entre Brasília e Washington. A sobretaxa aumenta a pressão sobre setores exportadores e obriga o governo a calibrar duas frentes ao mesmo tempo: a resposta diplomática aos Estados Unidos e a proteção de empresas brasileiras afetadas pela medida.

Crise se soma a atritos anteriores

O embate comercial não surge isolado. Nas últimas semanas, Trump já havia elevado o tom contra o Brasil ao compartilhar publicação que atacava a credibilidade das urnas eletrônicas brasileiras. O gesto foi lido em Brasília como uma nova investida política contra o governo Lula e contra instituições brasileiras.

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Outro ponto de atrito recente envolve a disputa por minerais estratégicos. Em 10 de julho, Lula afirmou que o Brasil “mudará a história” na exploração de terras raras e mandou um recado direto a Trump ao dizer que o país não aceitaria pressões externas sobre recursos considerados essenciais para cadeias globais de tecnologia e defesa.

A combinação entre tarifa, disputa por narrativa e recursos estratégicos amplia o peso político da crise. Para Lula, a resposta precisa preservar a imagem de soberania do Brasil sem dar a Trump o enquadramento de confronto aberto que poderia agravar a relação comercial.

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Na prática, a posição anunciada nesta sexta deixa a primeira reação brasileira concentrada no discurso. O próximo passo concreto será a definição, pelo governo, de como proteger exportadores atingidos pela tarifa de 25% e se levará a disputa para canais diplomáticos ou comerciais formais.


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