sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Economia

Trump Media propõe cobrar US$ 100 mil de bancos por acesso antecipado a posts do presidente

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O serviço Truth API dará acesso prioritário a publicações das dez contas mais influentes da plataforma.
  • A empresa também discutiu um plano com desconto de US$ 60 mil mensais para contratos de três anos.
  • Postagens de Trump na rede social frequentemente provocam oscilações imediatas em ações, moedas e commodities.
  • O lançamento do feed pago está previsto para 1º de agosto.

A Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora da rede social Truth Social, discutiu cobrar de bancos e empresas de investimento uma taxa de US$ 100 mil por mês para acesso mais rápido às postagens do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo fontes familiarizadas com o assunto. As conversas ocorreram nas últimas semanas e incluíram um plano com desconto de US$ 60 mil mensais para contratos de três anos, de acordo com relatos obtidos pelo Valor Econômico nesta sexta-feira (17).

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A proposta revela uma tentativa de monetizar o fluxo de informações presidenciais em tempo real, num momento em que as declarações de Trump na plataforma têm impacto direto sobre mercados financeiros globais. O presidente utiliza a Truth Social para anunciar decisões sobre tarifas, política comercial e sanções — movimentos que frequentemente provocam oscilações imediatas em ações, moedas e commodities.

A TMTG anunciou na quinta-feira (16) o lançamento de um feed de dados licenciado chamado “Truth API”, que fornecerá a clientes institucionais acesso mais rápido às publicações de contas influentes. No entanto, a empresa não confirmou publicamente os valores de US$ 100 mil ou US$ 60 mil mencionados pelas fontes, que pediram anonimato por se tratar de discussões confidenciais. A existência da API, porém, confirma que a companhia está estruturando um serviço pago de distribuição prioritária de conteúdo.

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O canal direto que move mercados

A Truth Social foi criada por Trump após seu banimento temporário de plataformas como Twitter e Facebook, e se consolidou como seu principal canal de comunicação direta. Diferentemente de comunicados oficiais da Casa Branca, as postagens do presidente na rede social são instantâneas e frequentemente antecipam decisões de governo. Em 8 de julho, por exemplo, Trump exibiu uma cópia impressa de uma de suas publicações durante um evento oficial, sinalizando a relevância que atribui à plataforma.

A monetização desse acesso privilegiado levanta questões sobre ética pública e igualdade de informação. Críticos apontam que a venda de acesso antecipado a declarações de um presidente em exercício pode configurar um tratamento desigual entre investidores, dando vantagem competitiva a quem puder pagar. A prática também reacende o debate sobre o uso da Truth Social como instrumento de política econômica — tema que o PIRANOT acompanha desde que Trump ordenou a suspensão de comércio com a Espanha, elevando a tensão na Otan.

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O movimento ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre os negócios do presidente. Em junho, o Congresso dos EUA aprovou uma resolução simbólica para frear Trump na guerra com o Irã, e senadores fecharam um acordo com o presidente para sancionar petróleo russo. A nova investida comercial da TMTG adiciona mais uma camada de complexidade à relação entre os interesses privados de Trump e suas funções públicas.

O que ainda não está claro

Até o momento, a TMTG não divulgou detalhes sobre a precificação da Truth API nem confirmou se as taxas mencionadas pelas fontes chegaram a ser formalizadas em contratos. Também não há manifestação oficial da empresa sobre as críticas de que o serviço possa violar normas de conduta comercial ou regulamentações do mercado financeiro americano.

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A ausência de confirmação oficial mantém em aberto a dimensão exata do projeto. A Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos EUA, não se pronunciou sobre o caso. O silêncio regulatório deixa espaço para que a iniciativa avance sem um enquadramento claro sobre sua legalidade — uma lacuna que pode se tornar central caso a proposta se concretize.


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