sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Economia

GE Aerospace lucra US$ 2,8 bi e revisa metas, mas omite efeito de gargalos

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O lucro ajustado por ação foi de US$ 2,02, superando a previsão de US$ 1,86 do mercado.
  • A receita de US$ 13,3 bilhões foi a maior desde a separação da General Electric em 2024.
  • A companhia elevou a projeção de lucro por ação para o ano, agora entre US$ 7,65 e US$ 7,85.
  • O segmento de serviços comerciais puxou o resultado, com crescimento de dois dígitos.

A GE Aerospace registrou lucro líquido de US$ 2,8 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 17% sobre o mesmo período do ano anterior, impulsionada pela expansão dos serviços comerciais.

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A receita da fabricante de motores para aeronaves somou US$ 13,3 bilhões entre abril e junho, crescimento de 21% na comparação anual, informou a companhia nesta quinta-feira (16). Os pedidos no trimestre avançaram 17%, para US$ 16,5 bilhões, elevando a carteira total para US$ 210 bilhões.

“Entregamos um bom resultado no segundo trimestre, impulsionado pelo crescimento dos nossos serviços comerciais”, afirmou Larry Culp, diretor-presidente da GE Aerospace, em nota. Com o desempenho, a empresa elevou as projeções para o ano: o lucro por ação deve ficar entre US$ 7,65 e US$ 7,85, ante estimativa anterior mais conservadora.

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Expansão pós-cisão da GE

A GE Aerospace é fruto da cisão da centenária General Electric, concluída em 2024, que separou os negócios de energia, saúde e aviação. Desde então, a empresa concentra-se exclusivamente em motores e sistemas de propulsão, segmento que tem se beneficiado da retomada do tráfego aéreo global e da demanda por aeronaves mais eficientes. A companhia é uma das principais fornecedoras do setor, competindo com fabricantes como Rolls-Royce e Pratt & Whitney.

No segundo trimestre, o crescimento de 21% da receita foi o maior desde a separação, refletindo tanto a entrega de novos motores quanto a expansão dos contratos de manutenção de longo prazo. A carteira de pedidos de US$ 210 bilhões garante produção por vários anos e sinaliza confiança das companhias aéreas na retomada sustentada da aviação.

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Efeito na cadeia da aviação

O desempenho da GE Aerospace repercute diretamente na indústria de aviação comercial, inclusive no Brasil, onde companhias aéreas dependem de motores da fabricante para suas frotas. A expansão dos serviços comerciais indica maior atividade de manutenção e reparo, o que pode reduzir o tempo de aeronaves em solo e os custos operacionais das transportadoras.

No entanto, a empresa não detalhou o impacto dos gargalos na cadeia de suprimentos sobre suas margens operacionais. A escassez de componentes e os custos elevados de insumos têm sido um desafio para todo o setor aeroespacial, e a ausência de dados específicos limita a avaliação sobre a eficiência operacional no trimestre.

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O resultado se soma a uma temporada de balanços positivos em diferentes setores. A BlackRock, por exemplo, reportou lucro de US$ 1,9 bilhão no mesmo período, com ativos sob gestão em nível recorde.

Projeções elevadas e incertezas

Com a revisão para cima das metas anuais, a GE Aerospace sinaliza confiança na continuidade da demanda. O lucro por ação projetado entre US$ 7,65 e US$ 7,85 supera as expectativas iniciais do mercado, mas a empresa não especificou quando os gargalos de fornecimento devem ser normalizados.

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A próxima divulgação de resultados trimestrais está prevista para outubro, quando investidores esperam mais clareza sobre a evolução das margens e a capacidade de converter a carteira de pedidos em entregas efetivas.


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