Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, firmaram na quinta-feira, 14 de maio de 2026, em Pequim, um compromisso público de que o Irã “jamais poderá ter uma arma nuclear”. A declaração consta de comunicado conjunto divulgado pela Casa Branca após o encontro bilateral.
O alinhamento entre as duas maiores potências globais ocorre em meio a tensões no Golfo Pérsico e a suspeitas de que Teerã esteja próximo de enriquecer urânio a níveis militares. O texto conjunto não prevê novas sanções, mas sela uma posição comum que pode isolar diplomaticamente o regime iraniano.
Além da questão nuclear, Trump e Xi concordaram sobre a necessidade de manter o Estreito de Ormuz “aberto para apoiar o livre fluxo de energia”, conforme o comunicado. Esta rota é crucial, pois por ela passa cerca de 20% do petróleo mundial. A via marítima é estratégica para a segurança energética tanto dos EUA quanto da China.
Cúpula em Pequim Reúne Líderes das Maiores Economias
A reunião ocorreu no Grande Palácio do Povo, na capital chinesa, e durou cerca de três horas. Foi o primeiro encontro presencial entre Trump e Xi desde a posse do republicano em janeiro de 2025. A pauta incluiu ainda comércio bilateral, tecnologia e a guerra na Ucrânia.
A Casa Branca afirmou em nota que “o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, concordaram que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear”. A frase foi repetida por porta-vozes dos dois países nas horas seguintes.
Acordo sobre Estreito de Ormuz Reforça Segurança Energética
O Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é vital para o abastecimento global de petróleo. Qualquer bloqueio ou ataque iraniano na região poderia disparar os preços internacionais. A declaração conjunta estabelece que a via “deve permanecer aberta para apoiar o livre fluxo de energia”.
A China, maior importadora de petróleo do mundo, depende fortemente da passagem. Os EUA, embora hoje sejam exportadores líquidos, mantêm interesses estratégicos na estabilidade do mercado. O consenso sinaliza que Pequim e Washington estão dispostos a atuar juntos para evitar uma crise no abastecimento.
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