sábado, 18 de julho de 2026
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IBGE realiza segundo dia de prova piloto em Corumbá (MS) para testar metodologia que amplia escopo para atividades florestais e aquícolas, enquanto falta de verba adia operação oficial.

IBGE adia Censo Agropecuário para 2027, mas inclui comunidades tradicionais pela primeira vez

IBGE realiza segundo dia de prova piloto em Corumbá (MS) para testar metodologia que amplia escopo para atividades florestais e aquícolas, enquanto falta de verba adia operação oficial.

· 5 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Pela primeira vez, Censo Agro incluirá quilombolas, indígenas e pescadores artesanais.
  • Testes em Corumbá (MS) avaliam logística em áreas rurais, urbanas e de assentamento.
  • Coleta oficial foi adiada para 2027 por falta de recursos, segundo o IBGE.
  • Presidente do IBGE quer pesquisa anual do agro para evitar lacunas de dados.

A coleta de dados do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola foi adiada para 2027 por falta de recursos. No entanto, os testes de campo já revelam uma mudança histórica: pela primeira vez, o levantamento incluirá povos e comunidades tradicionais. A segunda prova piloto, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entrou neste dia 12 em seu segundo dia em Corumbá (MS), um dos seis municípios escolhidos para calibrar a nova metodologia.

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O adiamento da operação oficial, inicialmente prevista para 2026, foi confirmado pelo IBGE em comunicado oficial. A restrição orçamentária impede o início da coleta plena, mas não interrompeu os preparativos. Enquanto o orçamento não chega, o instituto concentra esforços em ajustar questionários e logística em campo.

A escolha de Corumbá não é aleatória. O município pantaneiro abriga um mosaico de paisagens e sistemas produtivos — da pecuária extensiva em áreas alagáveis à agricultura familiar em assentamentos —, cenário ideal para testar a abrangência do novo censo. Os recenseadores percorreram áreas rurais, urbanas, indígenas e de assentamento, conforme divulgado pela Agência IBGE Notícias.

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Inclusão inédita de comunidades tradicionais

Pela primeira vez, o Censo Agropecuário incluirá povos e comunidades tradicionais. A decisão do IBGE atende a uma demanda histórica por visibilidade estatística desses grupos. A segunda prova piloto do levantamento, em andamento em Corumbá (MS) e Viamão (RS), já testa a abordagem específica para essas populações.

Em Viamão, os recenseadores visitaram exclusivamente comunidades quilombolas, indígenas e de pescadores artesanais. O objetivo é ajustar questionários e treinamentos para captar a realidade produtiva desses territórios.

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“A inclusão dessas comunidades é um avanço metodológico que corrige uma lacuna histórica nas estatísticas oficiais”, afirmou o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, segundo a Agência IBGE Notícias.

A nova edição do censo, agora denominada Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, amplia o escopo para além da agricultura e pecuária tradicionais. A prova piloto testa perguntas sobre extrativismo, manejo florestal comunitário e aquicultura familiar — atividades centrais para a subsistência desses grupos.

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Testes operacionais no Pantanal

Em Corumbá, o segundo dia de trabalho de campo envolveu visitas a estabelecimentos agropecuários e comunidades quilombolas e indígenas. O IBGE avalia a adaptação dos instrumentos de coleta a diferentes realidades territoriais, da fronteira seca às áreas alagáveis do Pantanal.

O instituto não divulgou resultados preliminares dos testes, mas destacou que a etapa é crucial para garantir a qualidade dos dados quando a coleta plena for iniciada. A logística de deslocamento e a receptividade dos informantes estão entre os pontos sob observação.

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A inclusão de atividades florestais e aquícolas também é inédita e reflete a diversificação produtiva do campo brasileiro. A pesca artesanal, por exemplo, passa a ser captada de forma sistemática, assim como o manejo de florestas nativas por comunidades tradicionais.

Adiamento da coleta oficial para 2027

O IBGE adiou para 2027 a coleta do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, inicialmente prevista para 2026. A decisão, segundo comunicado oficial do IBGE, foi motivada por restrições orçamentárias que inviabilizaram a realização da pesquisa no prazo original.

O adiamento ocorre enquanto o instituto realiza a segunda prova piloto em Corumbá (MS), testando a metodologia que incluirá, pela primeira vez, comunidades tradicionais e atividades florestais e aquícolas. O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, manifestou a intenção de realizar uma pesquisa amostral anual do setor agropecuário para evitar lacunas de dados entre os censos decenais.

“Nós estamos trabalhando para que a gente possa ter uma pesquisa anual, uma PNAD [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios] do agro, para que a gente tenha informação todo ano”, declarou Pochmann, conforme divulgado pela Agência IBGE Notícias.

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O censo agropecuário é a principal fonte de dados sobre a estrutura e a produção do setor no país, abrangendo desde a agricultura familiar até grandes propriedades. Sua última edição foi realizada em 2017, e o intervalo sem dados oficiais preocupa especialistas e formuladores de políticas públicas.

Perguntas frequentes

Quando será realizado o próximo Censo Agropecuário?

O 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola foi adiado para 2027 por falta de recursos. A coleta estava inicialmente prevista para 2026, mas restrições orçamentárias inviabilizaram o cronograma original, segundo o IBGE.

O que muda no novo Censo Agropecuário?

Pela primeira vez, o censo incluirá povos e comunidades tradicionais, como quilombolas, indígenas e pescadores artesanais. Também amplia o escopo para atividades florestais e aquícolas, além da agropecuária tradicional.

Por que Corumbá foi escolhida para a prova piloto do Censo Agro?

Corumbá (MS) foi selecionada por sua diversidade de paisagens e sistemas produtivos no Pantanal, incluindo pecuária extensiva, agricultura familiar e áreas alagáveis. Isso permite testar a metodologia em diferentes realidades territoriais.


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