O Palmeiras assinou neste sábado (18) o primeiro contrato profissional do atacante João França, de 16 anos, fixando multa rescisória de 100 milhões de euros (cerca de R$ 580 milhões) para clubes do exterior. A informação foi divulgada pelo Terra e pelo O Povo.
O vínculo tem duração de três temporadas e blinda uma das principais promessas da base alviverde. Titular do time sub-17, o jogador marcou seis gols em dez partidas na temporada e foi convocado pela primeira vez à Seleção Brasileira da categoria em junho.
O clube não divulgou a divisão dos direitos econômicos do atleta nem os valores de salários e luvas acordados no contrato.
Estratégia de proteção de joias
A blindagem de João França repete o modelo que o Palmeiras consolidou nos últimos anos com a venda de jovens canhotos formados em sua base. Endrick (Real Madrid), Estêvão (Chelsea) e Luis Guilherme (Sporting) renderam cifras milionárias ao clube, que agora aposta na mesma fórmula para proteger seu novo talento. A postura se reflete também em negociações recentes: em julho, o PIRANOT mostrou que o Palmeiras pediu R$ 100 milhões por Maurício, outro atleta da base.
Natural de Ribeirão Preto (SP), João França ingressou no clube aos 10 anos, em 2020. Conquistou o Campeonato Paulista Sub-15 em 2025 e, nesta temporada, assumiu a titularidade no Sub-17. A convocação para a seleção brasileira da categoria, em 15 de junho, acelerou o processo de assinatura do primeiro vínculo profissional.
Próximos passos
Com o contrato assinado, o atacante segue integrado às categorias de base do Palmeiras. Não há previsão de promoção imediata ao elenco profissional comandado por Abel Ferreira. Clubes europeus monitoram o jogador, mas nenhuma proposta oficial foi confirmada até o momento.
A multa de 100 milhões de euros funciona como barreira financeira para afastar investidas precoces, estratégia que o clube pretende manter para outras joias da base. O mercado agora observa se o assédio europeu se intensificará após a oficialização do contrato.











