quarta-feira, 15 de julho de 2026
MERCADO
IBOVESPA 176.641 pts▼ 0,69%DOW JONES 52.508 pts▼ 0,24%NASDAQ 26.107 pts▼ 0,66%S&P 500 7.544 pts▼ 0,42%DÓLAR R$ 5,07▼ 0,35%EURO R$ 5,80▼ 0,23%BITCOIN R$ 328.703▲ 2,39%ETHEREUM R$ 9.511▲ 4,01%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,64%
Publicidade
Economia

SoftBank prevê US$ 5 tri por ano em IA até 2040 e rejeita bolha

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O valor é quase sete vezes maior que o investimento conjunto previsto por Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta para 2026
  • Son não detalhou de onde virá a capacidade energética para sustentar a expansão dos data centers
  • A indefinição sobre fontes de energia interessa ao Brasil, que busca se posicionar como hub regional de processamento de dados
  • O discurso não apresentou cronograma nem fontes de financiamento para os aportes anuais de US$ 5 trilhões

Masayoshi Son, CEO do SoftBank Group, elevou o tom da corrida global por inteligência artificial ao projetar que os investimentos em infraestrutura de IA podem chegar a US$ 5 trilhões por ano até 2040. O executivo também estimou em US$ 46 trilhões o mercado potencial ligado à superinteligência artificial, conceito usado para descrever sistemas capazes de superar a capacidade humana em tarefas amplas.

Publicidade

A fala coloca o SoftBank entre os grupos mais agressivos na defesa de uma nova etapa de expansão da IA. Son rejeita a leitura de que o setor vive uma bolha especulativa e sustenta que os gastos em data centers, semicondutores, redes e energia serão absorvidos por uma transformação mais ampla da economia digital.

A projeção de US$ 5 trilhões anuais supera em escala os planos já bilionários de Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta para infraestrutura de IA em 2026. Essas empresas vêm concentrando investimentos em data centers, chips e equipamentos de rede, pressionadas pela demanda por modelos generativos e serviços corporativos baseados em IA.

Publicidade

Aposta bilionária amplia pressão sobre energia e retorno

O tamanho da cifra desloca a discussão para dois gargalos centrais: a capacidade de energia necessária para sustentar data centers em escala industrial e o retorno financeiro de projetos que exigem capital cada vez maior antes de gerar receita recorrente. A tese de Son depende de uma expansão contínua da demanda por processamento e de uma queda progressiva no custo de computação.

O debate interessa também a países que tentam atrair data centers e cadeias de infraestrutura digital. Para o Brasil, a disputa global por capacidade de processamento abre espaço para projetos regionais, mas também aumenta a concorrência por energia, conectividade e segurança regulatória.

Publicidade

SoftBank tenta se posicionar no centro da próxima fase da IA

A projeção acompanha movimentos recentes do grupo em infraestrutura. Em maio, o SoftBank confirmou investimento de €45 bilhões para construir um polo de IA na Europa, com possibilidade de alcançar €75 bilhões. A estratégia reforça a tentativa do conglomerado japonês de ocupar uma posição central na cadeia que sustenta a inteligência artificial, do capital para empresas de tecnologia à infraestrutura física necessária para rodar os modelos.

Na prática, Son tenta transformar uma aposta de longo prazo em sinal para investidores, fornecedores e governos: se a superinteligência artificial avançar na escala prevista pelo SoftBank, a infraestrutura deixa de ser um custo de suporte e passa a ser o principal campo de disputa econômica da tecnologia.


Publicidade