Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) aparecem à frente na corrida pelas duas vagas de São Paulo ao Senado em 2026, em pesquisa da Paraná Pesquisas registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-02706/2026. O resultado dá largada a uma disputa de peso nacional: São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e terá papel central na composição da próxima legislatura.
A dianteira das duas ministras do governo Lula mostra a força inicial de nomes vinculados à base governista, mas não encerra a disputa. A eleição para o Senado terá duas vagas por estado em 2026, o que abre espaço para combinações incomuns de voto, palanques duplos e alianças que podem mudar até a formalização das candidaturas.
O quadro paulista também ajuda a explicar por que a eleição para o Senado entrou no centro da estratégia dos partidos. A Casa terá renovação de dois terços, e o resultado pode alterar a relação do próximo presidente com o Congresso, influenciar votações de autoridades indicadas ao Supremo Tribunal Federal e redefinir a força de governo e oposição em Brasília.
São Paulo vira peça-chave no mapa do Senado
Marina e Tebet chegam à pré-campanha com trajetórias nacionais, mas em posições partidárias distintas. Marina é ministra do Meio Ambiente, filiada à Rede, legenda federada ao PSOL. Tebet comanda o Planejamento e pertence ao MDB, partido que aparece entre as siglas com maior número de nomes competitivos para o Senado no país.
Essa combinação torna São Paulo um teste para a base de Lula. Se as duas mantiverem competitividade no estado, o governo ganha margem para tentar ampliar sua influência no Senado. Se a oposição conseguir organizar uma candidatura forte e unificar parte do eleitorado conservador, a disputa pode se transformar em uma das principais trincheiras nacionais de 2026.
A eleição paulista ainda depende de decisões partidárias. A federação Rede-PSOL precisa definir como acomodará a eventual candidatura de Marina em uma chapa majoritária. O MDB, por sua vez, terá de decidir como usará Tebet no tabuleiro nacional e estadual, já que a ministra construiu sua carreira política em Mato Grosso do Sul antes de assumir protagonismo no governo federal.
Disputa se espalha pelos estados
O movimento em São Paulo ocorre em meio a uma corrida mais ampla pelo Senado. PL e MDB concentram parte relevante dos pré-candidatos competitivos, enquanto partidos da base governista e da oposição tentam montar chapas capazes de disputar as duas vagas em estados estratégicos.
Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, a eleição para o Senado já mobiliza ex-governadores e nomes de alto peso local, sinal de que a disputa pela Casa pode superar, em intensidade política, até campanhas para governos estaduais. O mesmo desenho tende a se repetir em estados onde as duas vagas colocam aliados e adversários no mesmo palanque ou em palanques cruzados.
Em São Paulo, a fotografia inicial favorece Marina e Tebet, mas a corrida ainda passa por escolhas de partido, composição de chapas e definição de adversários. O dado concreto, neste momento, é que duas ministras do governo Lula entram na pré-campanha em vantagem no estado que mais pesa no mapa eleitoral brasileiro.











