domingo, 12 de julho de 2026
MERCADO
IBOVESPA 177.866 pts▲ 4,23%DOW JONES 52.637 pts▲ 0,55%NASDAQ 26.282 pts▲ 1,59%S&P 500 7.575 pts▲ 1,24%DÓLAR R$ 5,12▼ 0,54%EURO R$ 5,86▼ 0,35%BITCOIN R$ 327.868▼ 0,25%ETHEREUM R$ 9.253▲ 0,38%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,64%
Publicidade
Economia

Morre Hamad bin Khalifa Al-Thani, ex-emir que modernizou o Catar

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A causa da morte não foi informada pelo governo do Catar.
  • Ele rompeu com a tradição ao abdicar do trono em favor do filho, Tamim, em 2013.
  • A Qatar Airways, estatal do país, divulgou nota de pesar pelo falecimento.
  • Durante seu reinado, o Catar se consolidou como um dos maiores exportadores mundiais de gás natural liquefeito.

Hamad bin Khalifa Al-Thani, ex-emir do Catar, morreu aos 74 anos neste domingo (12), em Doha, segundo anúncio da agência estatal Qatar News Agency.

Publicidade

O comunicado confirmou a morte do chamado Emir Pai, figura central da transformação econômica e diplomática do Catar entre 1995 e 2013. A causa do óbito não foi divulgada pelas autoridades catarianas.

A sucessão do país não muda com a morte de Hamad. Desde 2013, o emir é Tamim bin Hamad Al-Thani, filho a quem o ex-governante transferiu o poder após 18 anos no comando do Estado.

Publicidade

A Qatar Airways, companhia aérea estatal do país, publicou nota de condolências pelo falecimento de Hamad bin Khalifa Al-Thani. A manifestação reforçou o peso institucional do ex-emir, cuja gestão coincidiu com a expansão internacional da aviação catariana.

De 1995 a 2013, gás e diplomacia ampliam o peso do Catar

Hamad assumiu o poder em 1995 e governou até 2013, período em que o Catar deixou a posição de pequeno protetorado desértico para se tornar um dos países com maior PIB per capita do mundo. A mudança foi impulsionada pela exploração de gás natural liquefeito.

Publicidade

A trajetória de projeção externa incluiu a consolidação do Catar como ator diplomático regional, a associação do país à Al Jazeera e a preparação que levou Doha a sediar a Copa do Mundo de 2022. Esses elementos formaram a imagem internacional do Estado durante e depois do reinado de Hamad.

O dado político mais relevante da linha sucessória ocorreu em 2013, quando Hamad abdicou em favor de Tamim bin Hamad Al-Thani. A transferência antecipada de poder deu continuidade à dinastia Al-Thani sem disputa pública de sucessão.

Publicidade

Para o leitor brasileiro, a morte tem relevância porque o Catar mantém relações comerciais e diplomáticas com o Brasil, com presença em investimentos, infraestrutura e aviação civil. A posição do país no mercado de gás natural também dá ao episódio alcance econômico além do Golfo.

A cobertura do PIRANOT sobre mortes de figuras públicas internacionais tem priorizado o impacto institucional além do obituário. Em junho, o portal mostrou como a morte de Bajrakitiyabha, princesa da Tailândia, reacendeu discussões sobre sucessão e estabilidade política.

Publicidade

Sucessão fica com Tamim e causa da morte depende de informe oficial

O governo catariano ainda precisa publicar, se decidir fazê-lo, detalhes adicionais sobre cerimônias, homenagens oficiais e causa da morte. Até o anúncio inicial, as informações centrais confirmadas eram a idade, 74 anos, e o falecimento neste domingo.

Não há indicação, no material oficial divulgado, de alteração na linha de comando do Catar. Tamim bin Hamad Al-Thani segue como emir, cargo que ocupa desde a abdicação do pai em 2013.

A sequência política registrada até agora é direta: Hamad iniciou o reinado em 1995, transferiu o poder ao filho em 2013 e teve a morte anunciada em 12 de julho de 2026. A próxima atualização relevante depende de publicação formal do Estado catariano.


Publicidade
Publicidade