sábado, 11 de julho de 2026
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Economia

XP vê corte de juros em agosto e projeta dólar a R$ 5,00 no fim de 2026

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A XP manteve a projeção de dólar a R$ 5,00 no fim de 2026, sem detalhar os fatores que compensariam o diferencial de juros.
  • O relatório não especifica quais setores sustentariam o crescimento de 2% do PIB em meio ao aperto monetário.
  • O Tocantins projeta expansão de 3,85% em 2026, quase o dobro da estimativa nacional da instituição.
  • A casa não confrontou suas projeções com as estimativas oficiais do Banco Central ou do IBGE para o período.

A XP Investimentos manteve a projeção de crescimento de 2,0% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 e passou a trabalhar com um cenário de alívio gradual nos juros. A casa estima que o dólar termine o ano cotado a R$ 5,00 e que a taxa Selic encerre 2026 em 14,00% ao ano.

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A mudança mais relevante está na inflação. A XP reduziu a estimativa para o IPCA de 5,5% para 5,2%, movimento que abriu espaço para a projeção de um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom). Mesmo com a revisão, a inflação esperada segue acima do teto da meta, de 4,5%, o que limita a velocidade de queda dos juros.

O cenário combina atividade ainda positiva, inflação menor e política monetária apertada por mais tempo. Na prática, a XP vê uma economia crescendo em ritmo moderado, sem recessão, mas ainda sob o peso de uma Selic em dois dígitos. Para famílias e empresas, isso significa crédito caro por mais alguns meses, ainda que com perspectiva de redução gradual do custo de financiamento.

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Inflação menor dá espaço para o Copom

A aposta em corte de juros em agosto depende da continuidade da desaceleração dos preços. Com IPCA projetado em 5,2%, a XP indica que o Banco Central teria margem para iniciar um ciclo cauteloso de afrouxamento monetário, sem abandonar a postura restritiva.

O tamanho do corte previsto, de 0,25 ponto percentual, reforça essa leitura. Não se trata de uma virada brusca na política monetária, mas de um primeiro movimento para testar a consistência da inflação menor e a reação das expectativas do mercado.

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Dólar a R$ 5,00 ainda não elimina pressão cambial

No câmbio, a XP projeta o dólar a R$ 5,00 no fim de 2026. A estimativa sugere um patamar mais comportado para a moeda americana, mas não afasta riscos no horizonte seguinte: a casa vê possibilidade de o dólar chegar a R$ 5,30 em 2027, em meio a incertezas políticas e a uma eventual queda nos preços de commodities.

Para consumidores, um dólar perto de R$ 5,00 tende a aliviar parte da pressão sobre produtos importados e viagens internacionais, embora o efeito dependa também de impostos, custos logísticos e margens do varejo. Para exportadores, uma moeda americana mais baixa reduz parte da vantagem cambial, especialmente em setores ligados a commodities.

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PIB nacional fica abaixo de projeção para Tocantins

A projeção nacional de crescimento de 2,0% contrasta com estimativas regionais mais fortes. No Tocantins, o governo estadual prevê avanço de 3,85% do PIB em 2026, impulsionado por investimentos em infraestrutura e pelo agronegócio. A diferença mostra como a média brasileira pode esconder desempenhos locais mais acelerados.

O ponto central para os próximos meses será a combinação entre inflação corrente, atividade e câmbio. Se os preços confirmarem a desaceleração, o Copom terá mais espaço para iniciar o corte de juros em agosto; se houver nova pressão inflacionária ou cambial, a Selic pode permanecer elevada por mais tempo.

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Até a reunião de agosto, os novos dados de inflação e atividade devem orientar a decisão do Banco Central. Por ora, o cenário da XP aponta para crescimento moderado, dólar a R$ 5,00 e início cauteloso de redução da Selic, sem queda rápida do custo do dinheiro.


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