Com dois gols marcados contra a Escócia nesta quarta-feira (24), Vinícius Júnior chegou a oito participações em gols pela Seleção Brasileira em Copas do Mundo — cinco bolas na rede e três assistências distribuídas em apenas sete partidas. O desempenho coloca o camisa 7 à frente de campeões mundiais como Ronaldinho Gaúcho e Romário no critério de produção ofensiva em Mundiais.
Ronaldinho, pentacampeão em 2002, somou seis participações em gols em dez jogos pelas Copas de 2002 e 2006 — dois gols e quatro assistências. Romário, destaque do tetra em 1994, registrou o mesmo número em oito partidas, distribuídas entre as edições de 1990 e 1994. Vini Jr. precisou de menos jogos que ambos para ultrapassar a marca.
Na Copa de 2026 especificamente, o atacante vive o momento mais decisivo de sua carreira em Mundiais. Depois de uma participação discreta no Catar, em 2022 — quando balançou as redes apenas uma vez —, Vinícius assumiu papel de protagonista nos Estados Unidos, México e Canadá: quatro gols em três partidas na fase de grupos, além de assistências que reforçam seu papel como eixo central do ataque brasileiro.
Brasil vence Escócia e lidera Grupo C
Os dois gols de Vini Jr. contra a Escócia contribuíram para a vitória por 3 a 0 do Brasil na última rodada da fase de grupos, resultado que colocou a Seleção na liderança do Grupo C. O atacante também se tornou o jogador com mais participações em gols em toda a Copa de 2026 até aqui, à frente de nomes como Lionel Messi e Deniz Undav.
Para o zagueiro Marquinhos, a fase de Vinícius reflete o amadurecimento do atacante em torneios de seleções. O defensor projetou confiança no mata-mata e destacou que a capacidade de decidir em momentos curtos dá ao Brasil uma margem ofensiva que o time não tinha nas edições recentes.
Salto de produção entre 2022 e 2026
A comparação entre as duas Copas de Vini Jr. evidencia um salto de produção. No Catar, em 2022, o atacante participou de cinco jogos e marcou um gol. Na edição de 2026, em três partidas, já são quatro gols e contribuições diretas em quase todas as jogadas de ataque do Brasil. A relação entre gols e assistências mostra um jogador que combina finalização e construção — não apenas um ponta de velocidade.
O próximo desafio do Brasil no mata-mata coloca Vini Jr. como referência principal de uma ataque que também conta com Neymar e Rayan, escalados pelo técnico Carlo Ancelotti. A continuidade da produção ofensiva do camisa 7 será decisiva para definir até onde a Seleção pode avançar no torneio.











