sábado, 18 de julho de 2026
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Projeto automatiza monitoramento e registro clínico; debate sobre IA no trabalho avança em câmaras e no Senado

Cofen e Unifal testam IA para automatizar rotina de enfermeiros

Projeto automatiza monitoramento e registro clínico; debate sobre IA no trabalho avança em câmaras e no Senado

· 3 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • O próximo teste prático será o resultado do piloto Cofen-Unifal, que deve indicar até que ponto a IA pode atuar como apoio sem deslocar o enfermeiro do centro da decisão clínica.
  • Mesmo sem referência rastreável, a cifra orienta agendas corporativas e materiais de consultorias no Brasil.
  • Os textos atribuem o número a especialistas em inteligência artificial, sem identificar autor, metodologia ou estudo de origem.
  • A iniciativa deve servir de referência para outras categorias avaliarem em quais pontos a tecnologia pode entrar sem substituir integralmente o trabalhador.
  • O PIRANOT já reportou como a chegada dos agentes autônomos da OpenAI no GPT-5 acelerou a reação dos concorrentes e reordenou as apostas do setor tecnológico .

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) anunciou, em junho de 2025, projeto desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alfenas (Unifal) para incorporar inteligência artificial à rotina dos enfermeiros. A proposta automatiza monitoramento de parâmetros clínicos, geração de relatórios e alertas de anomalia, e coloca a categoria entre as primeiras a testar de forma institucional a integração da IA ao trabalho assistencial no país.

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Pela arquitetura do projeto, a IA assume tarefas de baixa complexidade decisória e libera os profissionais para funções que exigem julgamento clínico, contato direto com o paciente e responsabilidade técnica, informou o Cofen. A iniciativa deve servir de referência para outras categorias avaliarem em quais pontos a tecnologia pode entrar sem substituir integralmente o trabalhador.

Debate sobre automação chega às câmaras municipais

Em seminário de desenvolvimento econômico promovido pela Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo (RS), especialistas afirmaram que as chamadas soft skills são “o petróleo da próxima década”. Colaboração, empatia, liderança situacional e pensamento crítico aparecem no topo das listas de habilidades apontadas como menos suscetíveis à automação, e passaram a orientar propostas curriculares de cursos técnicos e superiores.

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A IGN e o Correio Braziliense vêm reproduzindo a afirmação de que a IA poderá assumir até 80% das tarefas repetitivas dos trabalhadores — percentual que circula em apresentações executivas e justificativas de programas de requalificação. Os textos atribuem o número a especialistas em inteligência artificial, sem identificar autor, metodologia ou estudo de origem. Mesmo sem referência rastreável, a cifra orienta agendas corporativas e materiais de consultorias no Brasil.

PL 2.338 tramita no Senado sem dispositivo sobre emprego

O Projeto de Lei 2.338/2023, em tramitação no Senado, trata de aspectos gerais da regulação da inteligência artificial e não endereça de forma direta a relação entre automação e emprego formal. Enquanto a legislação não avança nesse ponto, a definição do que pode ou não ser automatizado vem sendo feita por negociações coletivas, editais de concurso e matrizes curriculares de formação técnica e universitária.

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O impacto da IA sobre o trabalho já é tema recorrente também na imprensa pública estadual — em maio de 2023, o jornal A União, da Paraíba, dedicou reportagem ao assunto, antecipando a inquietação que agora chega ao Legislativo municipal e à pauta sindical. O PIRANOT já reportou como a chegada dos agentes autônomos da OpenAI no GPT-5 acelerou a reação dos concorrentes e reordenou as apostas do setor tecnológico.

O próximo teste prático será o resultado do piloto Cofen-Unifal, que deve indicar até que ponto a IA pode atuar como apoio sem deslocar o enfermeiro do centro da decisão clínica.

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