sábado, 18 de julho de 2026
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EUA pressionam por mais exportações de soja e carne; China alterna licenças e gera incerteza no agro brasileiro

Agronegócio brasileiro em alerta: EUA podem reduzir fatia do Brasil no mercado chinês de soja e carne

EUA pressionam por mais exportações de soja e carne; China alterna licenças e gera incerteza no agro brasileiro

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Anec projeta queda de 10 milhões de toneladas nas exportações de soja do Brasil para a China em 2026
  • EUA pressionam por mais vendas de soja, carne bovina, milho, trigo e aves ao mercado chinês
  • China alterna entre renovar e suspender licenças de carne bovina dos EUA, gerando incerteza
  • Brasil abocanhou 70% das compras de soja da China em 2025 após guerra comercial
  • Especialista Scott Bessent afirma que questão da soja com EUA está resolvida, mas dados mostram novas vendas americanas
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O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping no mês passado gerou preocupação no agronegócio brasileiro. A soja, que respondeu por 70% das compras chinesas em 2025, pode perder espaço para os Estados Unidos. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta uma queda de 10 milhões de toneladas nas exportações brasileiras de soja para a China em 2026.

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Os Estados Unidos buscam ampliar as vendas de soja, carne bovina, milho, trigo e aves para a China, setores onde o Brasil se consolidou como principal fornecedor nos últimos anos. “Os EUA querem ampliar exportações para a China e podem se tornar fortes concorrentes do Brasil na venda de soja e carne bovina”, afirmaram fontes do governo americano.

Em 2024/2025, a China comprou 18% a mais de soja do Brasil, cerca de 85 milhões de toneladas, deixando de comprar dos EUA em boa parte do período, segundo dados do setor. O Brasil conquistou 70% do mercado chinês de soja em 2025, após a guerra comercial entre os dois gigantes.

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EUA pressionam por maior acesso ao mercado chinês

A pressão americana ocorre em meio a negociações que incluem a possível redução de tarifas e a retomada de compras de produtos agrícolas. Exportadores de soja dos EUA já venderam 102,1 mil toneladas da safra 2025/26, com a China como principal destino (336,6 mil toneladas), segundo dados do USDA.

“A questão da soja com os EUA já está resolvida”, afirmou Scott Bessent, especialista em comércio global. “O Brasil pode se beneficiar da ausência de um grande acordo americano.” A declaração contrasta com a movimentação dos EUA, que tentam retomar fatia perdida nos últimos anos.

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China mantém instabilidade nas licenças de carne bovina

A volatilidade chinesa na renovação de licenças para frigoríficos americanos adiciona incerteza ao cenário. Mais de 400 fábricas de carne bovina dos EUA perderam a elegibilidade para exportação no ano passado, depois que Pequim suspendeu permissões. Atualmente, das 653 plantas habilitadas, apenas 213 estão autorizadas a comercializar normalmente, e 38 estão com embarques ativos.

Horas após a reunião Trump-Xi, a China voltou a barrar carne bovina dos EUA, segundo informações, enquanto a renovação de licenças ocorria em meio às negociações. A oscilação dificulta o planejamento dos exportadores brasileiros, que temem perder espaço caso um acordo estável seja firmado.

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Soja brasileira pode perder 10 milhões de toneladas em 2026

A projeção da Anec de queda de 10 milhões de toneladas nas exportações de soja para a China em 2026 representa um revés para o Brasil, que deve atingir um recorde de 112 milhões de toneladas de embarques totais neste ano. “A exportação de soja do Brasil para a China deve cair em 10 milhões de toneladas em 2026”, avalia a Anec, em nota.

Apesar da previsão, o Brasil ainda deve manter a liderança no fornecimento ao mercado chinês. Especialistas sugerem que a pressão americana pode acelerar a aposta do Brasil no biodiesel como alternativa para absorver parte da produção de soja, reduzindo a dependência das exportações para a China.

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