segunda-feira, 13 de julho de 2026
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Economia

Dólar sobe a R$ 5,13 e devolve alívio da semana passada com crise no Oriente Médio

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O barril de petróleo Brent disparou 9,25% após o Irã fechar o Estreito de Ormuz.
  • Donald Trump anunciou que os EUA cobrarão uma taxa de 20% sobre cargueiros no Estreito de Ormuz.
  • O diretor do Fed Christopher Waller reforçou a perspectiva de juros elevados nos EUA, fortalecendo o dólar globalmente.
  • O Ibovespa recuou 1,20% e fechou aos 175.739 pontos, pressionado pela aversão ao risco.

O dólar comercial encerrou a sessão desta segunda-feira (13) em alta de 0,45%, cotado a R$ 5,1315, devolvendo parte do alívio da semana passada. A pressão veio da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e de declarações conservadoras de um diretor do Federal Reserve (Fed). A moeda oscilou entre R$ 5,1083 e R$ 5,1398.

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O barril do petróleo Brent disparou 9,25%, a US$ 83,04, depois que o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz e o presidente americano, Donald Trump, anunciou que os EUA atuarão como “guardiões” da passagem e cobrarão uma taxa de 20% sobre cargueiros. O impacto imediato da tarifa sobre os contratos futuros de Brent negociados nesta segunda-feira não foi detalhado pelas agências internacionais.

No front monetário, comentários do diretor do Fed Christopher Waller reforçaram a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos EUA, o que fortaleceu o dólar globalmente. O índice DXY, que mede a moeda americana contra seis divisas fortes, subiu 0,32%, a 101,273 pontos.

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Estreito de Ormuz no centro do conflito

A Associated Press noticiou que os EUA iniciaram novos ataques contra alvos no Irã após Trump afirmar que cobrará a taxa. A rota é responsável por cerca de 20% do comércio global de petróleo, e qualquer interrupção prolongada pode elevar ainda mais os preços da commodity.

O euro comercial teve alta modesta de 0,16%, a R$ 5,8413. A moeda brasileira operou na mínima de R$ 5,1083 e na máxima de R$ 5,1398 ao longo do dia.

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Efeitos no mercado brasileiro

O Ibovespa caiu 1,20%, a 175.739 pontos, com a reprecificação da curva de juros. A alta do petróleo pressiona a inflação e pode adiar cortes na taxa Selic. O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, manteve a projeção do dólar em R$ 5,20 para o fim de 2026, mas a escalada geopolítica pode alterar esse cenário. O PiraNOT mostrou que a mediana das estimativas para a Selic permaneceu em 14%.

O BTG Pactual elevou recentemente sua projeção para o dólar a R$ 5,40 no fim de 2026, enquanto a XP ainda vê a moeda a R$ 5,00, com corte de juros em agosto.

O que esperar

Investidores monitoram os próximos passos do Fed e a evolução do conflito. O Senado dos EUA avança com medida que limita os poderes de guerra de Trump, o que pode reduzir a tensão no Oriente Médio. Enquanto isso, o mercado de câmbio brasileiro segue sensível ao cenário externo, com o dólar oscilando entre R$ 5,10 e R$ 5,14 ao longo do dia.


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