Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de São Paulo com 46% das intenções de voto, ante 30% de Fernando Haddad, em pesquisa Datafolha divulgada em julho.
O Datafolha aponta Tarcísio à frente também nos votos válidos, com 52%, enquanto Haddad aparece com 34%. O recorte mantém o governador no centro da disputa paulista e coloca o ex-ministro como principal nome do campo ligado ao PT.
A leitura do levantamento tem um limite relevante: o registro oficial da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral não consta entre os dados disponíveis desta publicação. Sem esse dado técnico, a divulgação deve se restringir aos percentuais informados pelo instituto e evitar conclusões sobre definição da eleição.
Disputa paulista mantém polarização nacional
Tarcísio foi eleito governador de São Paulo em 2022, na primeira disputa eleitoral de sua carreira. Agora, aparece novamente como nome competitivo no maior colégio eleitoral do país, em uma eleição estadual que influencia a organização nacional de bolsonaristas e lulistas.
A disputa paulista historicamente opõe o grupo político ligado ao PT e a oposição de centro-direita. O próprio PIRANOT já havia registrado esse eixo em matéria anterior sobre o Datafolha que colocou Tarcísio e Haddad no centro da disputa pelo governo de São Paulo.
O dado de 46% também dialoga com levantamento anterior citado no histórico da pauta, divulgado em junho, que já mostrava Tarcísio no mesmo patamar. Haddad aparece agora com 30% das intenções de voto e 47% de rejeição, índice que pesa na capacidade de crescimento do ex-ministro.
Saídas de Kataguiri e Serra reduzem o campo
O cenário atual é lido após as desistências de Kim Kataguiri e Paulo Serra, que reduziram o número de pré-candidatos de centro-direita. O dossiê da pauta não traz a redistribuição desses votos, nem permite afirmar qual parcela migrou para Tarcísio ou para outros nomes.
Essa é a tensão central do levantamento: Tarcísio mantém 46% mesmo depois da reorganização do campo, enquanto Haddad aparece isolado como adversário mais forte. A pesquisa, porém, não autoriza dizer que a eleição está definida, porque campanha, alianças e eventual segundo turno ainda podem alterar o quadro.
O levantamento também foi repercutido por veículos de política e economia, como o Valor, que registrou a vantagem de Tarcísio sobre Haddad no mesmo recorte estadual. A referência central, porém, é o instituto que produziu a pesquisa.
Campanhas ainda não apresentam reação formal
Tarcísio de Freitas aparece no levantamento como governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição pelo Republicanos. Fernando Haddad é identificado como ex-ministro da Fazenda e principal adversário no campo petista no cenário informado.
Não há, nos dados da pauta, manifestação oficial das campanhas de Tarcísio ou Haddad sobre os percentuais divulgados. Também não há fala atribuída a partidos, coordenações eleitorais ou aliados que permita medir a reação formal dos dois grupos políticos.
Na prática, o número fortalece a posição de Tarcísio na largada do debate estadual e impõe a Haddad o desafio de reduzir distância e rejeição. A leitura política, no entanto, depende dos próximos levantamentos e da definição final das candidaturas.
Registro e dados técnicos condicionam a próxima leitura
Os próximos passos dependem da publicação completa dos dados técnicos da pesquisa, especialmente registro no TSE, margem de erro, período de entrevistas e tamanho da amostra. Esses elementos são necessários para comparar variações e medir estabilidade estatística.
Até lá, o dado confirmado é o placar informado pelo Datafolha: Tarcísio tem 46% das intenções de voto e 52% dos votos válidos; Haddad tem 30% das intenções de voto, 34% dos válidos e 47% de rejeição.











