segunda-feira, 13 de julho de 2026
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Júnior Cardoso
Júnior Cardoso

Júnior Cardoso

Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog...

Da coluna à urna: eleições pausam as colunas de Barjas, Pacheco e Paulo Campos no PIRANOT

· 5 min de leitura

Pontos-chave

  • PIRANOT pausa as colunas de todos os colunistas que disputarão as eleições de outubro.
  • Barjas Negri (PSD), Dr. Sérgio Pacheco (União Brasil) e Paulo Campos (Podemos) disputam vaga de deputado federal.
  • Vinicius Marchese (PSD) também vai ao federal; Alex Madureira (PL) e professora Bebel disputam a Assembleia.
  • Últimas colunas dos candidatos — financiamento do SUS e 200 anos da Festa do Divino — viram régua pública de cobrança.

Na última edição desta coluna, o fio que amarrava a quinzena estava na palma da mão: a mesma tela de celular que paga o pão de uns e devora a comida de outros. Desta vez, o fio não está no que os colunistas do PIRANOT escreveram. Está no que alguns deles vão deixar de escrever. A partir desta semana, este portal pausa as colunas de todos os que entrarão na disputa eleitoral de outubro. É regra da casa: quem pede voto não assina análise aqui dentro enquanto durar o período eleitoral.

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Pois bem. Em maio, esta coluna terminou com uma pergunta que me incomodava: quem está levando o pensamento de Piracicaba para onde as decisões são tomadas? A quinzena trouxe uma resposta. Barjas Negri, Dr. Sérgio Pacheco e Paulo Campos, todos com longa trajetória pública, voltam agora à disputa eleitoral. Durante um período, abriram espaço em suas trajetórias para a reflexão assinada. Com a campanha, esse parêntese se fecha — e Piracicaba chega à eleição com nomes conhecidos na cédula e ideias já registradas em público.

A pergunta de maio foi respondida — com nomes e partidos

Barjas Negri, ex-prefeito de Piracicaba, vai disputar uma vaga de deputado federal pelo PSD. Dr. Sérgio Pacheco será candidato a deputado federal pelo União Brasil. Paulo Campos — o segundo nome mais citado espontaneamente para prefeito em 2024, que havia estreado como articulista há menos de um mês — tenta a Câmara Federal pelo Podemos. Com a entrada deles na campanha, três colunas ficam pausadas durante o período eleitoral. E a lista de Piracicaba na disputa não para nos colunistas: Vinicius Marchese, presidente reeleito do Confea, licenciou-se do cargo para disputar deputado federal, também pelo PSD; Alex Madureira busca o mandato de deputado estadual pelo PL; e a professora Bebel tenta a reeleição na Assembleia Legislativa.

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Não me lembro de outra eleição em que Piracicaba tenha colocado tantos nomes de peso, ao mesmo tempo, na disputa por Brasília e pela Assembleia. Se a cidade passou os últimos anos reclamando — com razão — de não ter representante à altura na mesa das decisões, a quinzena mostrou que o problema não será falta de candidato. Será escolher entre eles.

O que eles escreveram antes de sair de cena

O curioso é reler, em sequência, as últimas colunas dos que agora viram candidatos. Juntas, elas parecem um programa de governo escrito em capítulos.

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Barjas Negri se despediu com uma aula sobre o financiamento do SUS. Em “É preciso que se apresentem soluções de aumento do financiamento público em benefício da população que depende do SUS”, o ex-prefeito lembrou que a União é obrigada a aplicar 15% de suas receitas líquidas de impostos em saúde, os estados 12% e os municípios 15% — e que, mesmo assim, o dinheiro não cobre o atendimento que a Constituição prometeu. Não é coluna de despedida. É tese de campanha, publicada dois dias antes da pausa.

Dr. Sérgio Pacheco escolheu como último tema os 200 anos da Festa do Divino Espírito Santo“dois séculos de fé, cultura popular, encontro comunitário e pertencimento às margens do Rio Piracicaba. E deixou uma frase que diz mais sobre visão de cidade do que muito plano de metas: “uma cidade é também feita de memória, cultura, espiritualidade, convivência e orgulho”.

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O que Barjas descreveu em números, Pacheco descreveu em raízes. Um mostrou a planilha do que falta; o outro, o patrimônio do que permanece. São dois lados da mesma candidatura à representação de Piracicaba — e o eleitor fará bem em reler essas colunas em outubro, porque coluna assinada é compromisso público com data e link. Aqui ficam guardadas.

O resto da quinzena: instituições que ficam

Enquanto uns saíam para a disputa, os demais colunistas escreveram sobre o que sobrevive a elas. Mauricio Benato celebrou os 93 anos da ACIPI lembrando que “o verdadeiro valor de uma instituição está na sua capacidade de continuar sendo útil e necessária para a sociedade” — e que “nenhuma tecnologia substitui o olho no olho”. Clovis Vaz, na sua “A derrota da Seleção não cabe na súmula”, avisou que “a eliminação para a Noruega não começou quando o árbitro apitou o jogo” — começou quando “o negócio deixa de servir ao esporte e o esporte passa a servir ao negócio”. Fernanda Maestro abriu as férias de julho no cinema e no streaming, com a estreia de A Odisseia, de Christopher Nolan, puxando a fila. Gustavo Alves de Oliveira mostrou que a biodiversidade de Piracicaba ainda guarda surpresas, com o registro raro de uma garça-real na zona rural do município. E a Entrevista PIRANOT ouviu Matheus Bonassi, presidente do XV, repetindo o mantra que assumiu como missão: fazer no Nhô Quim “algo que nunca havia sido feito na história do clube: promover uma modernização, uma evolução e uma profissionalização”.

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A régua fica com o leitor

A quinzena me deixou com uma certeza e uma pergunta. A certeza: Piracicaba vai escolher, em outubro, entre candidatos que já registraram, com data e link, o que pensam sobre saúde, economia e cidade. Agora, esse acervo permite comparar o discurso de campanha com o que cada um defendeu antes dela. É um registro raro — e pertence ao leitor.


Esta coluna é publicada quinzenalmente, às segundas-feiras, por Júnior Cardoso, diretor-fundador e editor-chefe do PIRANOT.

Júnior Cardoso
Sobre o colunista

Júnior Cardoso

Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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