A Alemanha entra em campo nesta quinta-feira (25) como a seleção mais valiosa da rodada da Copa do Mundo de 2026, com elenco avaliado em 947 milhões de euros (R$ 5,56 bilhões), segundo dados do Transfermarkt. A cifra, porém, chega acompanhada de uma exigência que o dinheiro não compra: a necessidade de render em campo depois de duas eliminações consecutivas na fase de grupos.
Classificada já no Grupo E, a seleção alemã enfrenta o Equador às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey. O confronto encerra a campanha da primeira fase para os alemães, que chegaram ao Mundial sob pressão direta por resultados imediatos — não por currículo, mas por histórico recente de tropeços.
Tetracampeã sob cobrança
Segundo registros da FIFA, a Alemanha disputou 21 edições da Copa do Mundo e conquistou quatro títulos. O peso da trajetória mantém o país como potência simbólica do futebol mundial, mas não altera a conta prática da fase de grupos: três pontos dependem de execução tática, não de tradição. A equipe foi eliminada na primeira fase em 2018, na Rússia, e repetiu o fracasso em 2022, no Catar — dois tropeços que transformaram o valor de mercado do elenco em fonte de pressão, não de tranquilidade.
Undav e a eficiência individual
Um dos nomes em destaque no elenco alemão é o atacante Deniz Undav, apontado como o jogador mais eficiente da Copa 2026 até aqui. A performance individual, no entanto, reforça um limite recorrente em seleções de alto valor: a eficiência de um atleta não substitui a consistência coletiva, e a comissão técnica alemã precisa converter boas atuações isoladas em resultado consolidado de equipe.
A rodada desta quinta também movimenta os grupos D, E e F, com Holanda, Estados Unidos, Turquia, Costa do Marfim, Japão e Suécia em busca de classificação. O que se mede a partir de agora não está em planilhas de cotação, mas no placar — onde o elenco mais caro do dia precisa, finalmente, entregar o que o preço sugere.











