quarta-feira, junho 24
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Economia

Indústria brasileira fatura R$ 8,8 trilhões em 2024 e emprega 8,7 milhões, aponta IBGE

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A PIA-Empresa registrou faturamento bruto de R$ 8,8 trilhões em 2024, 7,3% acima dos R$ 8,2 trilhões de 2023.
  • A receita líquida foi para R$ 6,8 trilhões, alta de 6,3%, com hiato de R$ 2 trilhões, acima dos R$ 1,8 trilhões de 2023.
  • A relação entre líquida e bruta caiu de 78,0% para 77,3%, sinal de margem relativa menor na indústria.
  • A indústria reuniu 358,4 mil empresas, 8,7 milhões de ocupados e salários e remunerações que somaram R$ 481,1 bilhões.
  • Foram 18,3 mil empresas a menos que em 2023, e o VTI alcançou R$ 2,6 trilhões, alta de R$ 300 bilhões.

A indústria brasileira encerrou 2024 com receita bruta de R$ 8,8 trilhões e 8,7 milhões de pessoas ocupadas, segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA-Empresa) divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (24). O valor de transformação industrial (VTI) cresceu R$ 300 bilhões em relação ao ano anterior, atingindo R$ 2,6 trilhões, mesmo com 18,3 mil empresas a menos em atividade.

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A receita líquida de vendas — que desconta impostos, cancelamentos e abatimentos — somou R$ 6,8 trilhões. Do total bruto, R$ 7,4 trilhões vieram diretamente da venda de produtos e serviços industriais. As 358,4 mil empresas ativas no setor pagaram R$ 481,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações ao longo do ano.

Em 2023, a receita bruta da indústria havia sido de R$ 8,2 trilhões e a líquida, de R$ 6,4 trilhões, segundo dados do IBGE. O crescimento nominal entre um ano e outro reflete a expansão dos preços industriais e o aumento do volume produzido, embora a queda no número de empresas sugira um processo de concentração do setor.

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Transformação domina o setor

As indústrias de transformação responderam por mais de 90% da receita e do pessoal ocupado do setor industrial em 2024, e por 88,8% do valor de transformação industrial. O segmento consolidou-se como o principal motor da atividade fabril, concentrando a maior parte dos R$ 2,6 trilhões de VTI registrados no ano.

Concentração em produtos e regiões

A pesquisa revelou ainda forte concentração tanto na pauta de produtos quanto na distribuição geográfica. Apenas dez produtos responderam por 20,9% da receita líquida de vendas de toda a indústria. Regionalmente, mais da metade (55,3%) da receita está concentrada no Sudeste, e 54,7% das atividades industriais também se localizam na região, evidenciando a assimetria histórica do parque produtivo brasileiro.

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Emprego e renda

Os 8,7 milhões de ocupados representam a base formal de emprego industrial do país. Os R$ 481,1 bilhões em remunerações mantêm o setor como um dos principais eixos de distribuição de renda, atrás apenas do setor de serviços em volume de postos de trabalho. A massa salarial industrial responde por parcela significativa da renda disponível das famílias em regiões metropolitanas.

Mais valor com menos empresas

Com 18,3 mil empresas a menos que em 2023 e VTI R$ 300 bilhões superior, os dados indicam que o setor produziu mais valor com menos unidades ativas — um sinal de ganho de produtividade por empresa. A retração no número de unidades pode refletir fechamento de pequenas empresas, processos de consolidação ou reclassificação de atividades, impactos que deverão ser detalhados em recortes futuros da pesquisa.

Os resultados de 2024 estabelecem um novo patamar de referência para acompanhar se a tendência de concentração em produtos e regiões persistirá ou se novas cadeias industriais conseguirão ampliar participação na receita do setor nos próximos anos.


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